Para quem tem interesse em colecionar posters de filmes Noir ou quer navegar pra conhecer as artes dos filmes do gênero, este site possui uma boa gama de opções a preços diversos (em dólar).
O site encontra-se dividido em gêneros Film Noir, Classics, Detective, Crime/Mistery, Lobby Cards e Lobby Sets.
Acesse o site e aprecie: http://www.drnoir.com/
Experimento Noir é um espaço de troca de experiências e experimentos que bebam da fonte do gênero noir.
Participe para saber mais e envie a sua colaboração. Após análise, publico com crédito do experimentador.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
DVD Cinema Noir Collection- 4 DVDs - Submarino
Para quem gosta de colecionar filmes, e no caso, do gênero noir, acabo de encontrar este box com 4 filmes, de 38 a 55.
Conforme diz o site:
O Cinema Noir, grande destaque dos anos 40 e 50, exibia uma atmosfera sombria e decadente, e trazia para as telas o submundo das grandes cidades, habitadas por grupos de indivíduos à margem da lei, perseguidos por policiais ou detetives que também não costumavam ser exemplos de virtude. Esta coleção presenteia com quatro títulos todos aqueles que se encantam com o universo noir, onde nada é o que aparenta ser.
Anjos da Cara Suja: (1938/ Legendas: Português Inglês/ 97 min.) Filme sobre a delinqüência que põe James Cagney em evidência. Bogart no papel de um advogado corrupto é perfeito no plano de fundo desse drama que acaba com a execução do Gângster Rocky Sullivan, encarnado por Cagney, que mais uma vez desempenha o papel de perdedor perseguido pela fatalidade. Com esse tema, "Anjos de Cara Suja" parece mostrar que o criminoso não passa de um indivíduo vítima de uma organização social imperfeita que se mostrou incapaz de garantir a igualdade de todos.
A Morte Num Beijo: (1955/ Legendas: Português e Espanhol/ 106 min.) Nesta edição especial temos a opção de dois finais: o que foi lançado no cinema e o da montagem original do diretor, com mais de um minuto de uma seqüência crucial inédita. Quando um frio assassino golpeia Mike Hammer (Ralph Meeker) e mata de forma doentia uma bela loira, Hammer reage de forma violenta. No decorrer das investigações, o detetive descobre uma misteriosa caixa preta que contém a solução do assassinato.
Meu Ofício é Matar: (1954/ Legendas: Português e Espanhol/ 80 min.) O Xerife Tod Shaw (Sterling Hayden) está tentando fazer amizade com a viúva Ellen Benson (Nancy Gates). A cidade rapidamente se torna perigosa quando se espalha a notícia de que o Presidente dos Estados Unidos está chegando de trem. Um grupo de assassinos invade a casa dos Bensons que tem vista para a estação de trem e mantém Ellen, seu pai e seu filho como reféns. Quando Tod Shaw aparece, ele é ferido e também mantido como refém.
The Thief - O Ladrão Silencioso: (1952/ Sem Diálogos/ 86 min.) Thriller hitchcoquiano sobre um espião comunista que mata um agente do FBI ficando atormentado pela consciência de culpa. A única história de suspense da era do som no cinema sem nenhum diálogo! "O Ladrão Silencioso" é produto do período da Guerra Fria, quando os comunistas estavam infiltrados em todas as fases da vida americana.
Link: http://www.submarino.com.br/produto/6/217933/cinema+noir+collection-+4+dvds#A1
Conforme diz o site:
O Cinema Noir, grande destaque dos anos 40 e 50, exibia uma atmosfera sombria e decadente, e trazia para as telas o submundo das grandes cidades, habitadas por grupos de indivíduos à margem da lei, perseguidos por policiais ou detetives que também não costumavam ser exemplos de virtude. Esta coleção presenteia com quatro títulos todos aqueles que se encantam com o universo noir, onde nada é o que aparenta ser.
Anjos da Cara Suja: (1938/ Legendas: Português Inglês/ 97 min.) Filme sobre a delinqüência que põe James Cagney em evidência. Bogart no papel de um advogado corrupto é perfeito no plano de fundo desse drama que acaba com a execução do Gângster Rocky Sullivan, encarnado por Cagney, que mais uma vez desempenha o papel de perdedor perseguido pela fatalidade. Com esse tema, "Anjos de Cara Suja" parece mostrar que o criminoso não passa de um indivíduo vítima de uma organização social imperfeita que se mostrou incapaz de garantir a igualdade de todos.
A Morte Num Beijo: (1955/ Legendas: Português e Espanhol/ 106 min.) Nesta edição especial temos a opção de dois finais: o que foi lançado no cinema e o da montagem original do diretor, com mais de um minuto de uma seqüência crucial inédita. Quando um frio assassino golpeia Mike Hammer (Ralph Meeker) e mata de forma doentia uma bela loira, Hammer reage de forma violenta. No decorrer das investigações, o detetive descobre uma misteriosa caixa preta que contém a solução do assassinato.
Meu Ofício é Matar: (1954/ Legendas: Português e Espanhol/ 80 min.) O Xerife Tod Shaw (Sterling Hayden) está tentando fazer amizade com a viúva Ellen Benson (Nancy Gates). A cidade rapidamente se torna perigosa quando se espalha a notícia de que o Presidente dos Estados Unidos está chegando de trem. Um grupo de assassinos invade a casa dos Bensons que tem vista para a estação de trem e mantém Ellen, seu pai e seu filho como reféns. Quando Tod Shaw aparece, ele é ferido e também mantido como refém.
The Thief - O Ladrão Silencioso: (1952/ Sem Diálogos/ 86 min.) Thriller hitchcoquiano sobre um espião comunista que mata um agente do FBI ficando atormentado pela consciência de culpa. A única história de suspense da era do som no cinema sem nenhum diálogo! "O Ladrão Silencioso" é produto do período da Guerra Fria, quando os comunistas estavam infiltrados em todas as fases da vida americana.
Link: http://www.submarino.com.br/produto/6/217933/cinema+noir+collection-+4+dvds#A1
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Drunken Angel (1948) - O Anjo Embriagado, de Akira Kurosawa
Drunken Angel (1948) - O Anjo Embriagado
Yoidore tenshi (título original)
USA - 98 min
Crime | Drama | Thriller
Akira Kurosawa
Sinopse - Depois de uma batalha com criminosos rivais, um gângster é tratado por
um médico alcoólatra no Japão pós-guerra. O médico diagnostica tuberculose no jovem gangster, e faz de tudo para convencê-lo a tratar-se. Os dois desfrutam de uma amizade inquieta, até que o ex-chefe do gângster é libertado da prisão e procura assumir sua gangue, mais uma vez. O jovem doente perde seu status de chefe de gangue e torna-se condenado ao ostracismo, e, finalmente, enfrenta seu ex-chefe em uma batalha até a morte.
Um lago podre e lamacento, fermentando os dejetos depositados em seu leito pela sociedade que habita ao seu redor. É assim que inicia Drunken Angel, refletindo a podridão e degradação de uma vila no pós-guerra, subjulgada ao poder de uma gangue da Yakusa.
Este foi um filme que encontrei na internet citado como Noir, e o que poderiamos ver como semelhança com o gênero é a degradação humana, tanto do médico aparentemente falido e sempre embriagado como o jovem gângster da Yakuza sempre irritado e pronto para a violência mas nitidamente perdido e assustado com a doença que contraíra.
O cenário é deprimente, como uma vila ou região de casebres à volta de um rio podre e lamacento.
Há momentos hilários no filme, como os encontros violentos entre o médico e o paciente, que em geral terminam em socos e brigas pela tentativa em vão do médico tentar recuperar a saúde do teimoso rapaz.
Kurosawa parece ter buscado mesclar a cultura oriental com os salões de música e dança dos anos 30, que alegravam os endinheirados grupos de gângsters. Há uma cena que parece ter seu ritmo acelerado, onde uma cantora entoa uma cantiga primitiva e todos dançam em ritmo frenético.
Há uma cena bem expressionista, sobre o sonho do jovem em uma praia encontrando seu caixão. A expressão assustada e pálida lembra-nos cenas dos clássicos do gênero. E desde então, a aparência pálida e cada vez mais cadavérica do jovem remete-os à lembrança do estilo.
Em uma trágica cena final de violência e morte, o jovem gângster tem sua vida encerrada, todo pintado de branco pela poeira e tinta fresca por onde passou, como se nesse momento tivesse obtido a redenção. E toda a cena acontece enquanto o bom médico compra ovos frescos para seu paciente, sem imaginar o que está acontecendo naquele instante.
O filme, como não poderia deixar de ser em se tratando de Kurosawa, é cheio de simbolismos.
Sem dúvida, a degradação humana, que se reflete tanto no ambiente como na forma de vida dos personagens, é o tema principal mas Kurosawa encerra com uma ponta de esperança ao demosntrar que ainda há pessoas que prezam pela vida e a amizade, e um obstinado como o velho médico embriagado, apesar de rude em suas palavras e ações, pode sem dúvida ser comparado a um anjo.
Yoidore tenshi (título original)
USA - 98 min
Crime | Drama | Thriller
Akira Kurosawa
Sinopse - Depois de uma batalha com criminosos rivais, um gângster é tratado por
um médico alcoólatra no Japão pós-guerra. O médico diagnostica tuberculose no jovem gangster, e faz de tudo para convencê-lo a tratar-se. Os dois desfrutam de uma amizade inquieta, até que o ex-chefe do gângster é libertado da prisão e procura assumir sua gangue, mais uma vez. O jovem doente perde seu status de chefe de gangue e torna-se condenado ao ostracismo, e, finalmente, enfrenta seu ex-chefe em uma batalha até a morte.
Um lago podre e lamacento, fermentando os dejetos depositados em seu leito pela sociedade que habita ao seu redor. É assim que inicia Drunken Angel, refletindo a podridão e degradação de uma vila no pós-guerra, subjulgada ao poder de uma gangue da Yakusa.
Este foi um filme que encontrei na internet citado como Noir, e o que poderiamos ver como semelhança com o gênero é a degradação humana, tanto do médico aparentemente falido e sempre embriagado como o jovem gângster da Yakuza sempre irritado e pronto para a violência mas nitidamente perdido e assustado com a doença que contraíra.
O cenário é deprimente, como uma vila ou região de casebres à volta de um rio podre e lamacento.
Há momentos hilários no filme, como os encontros violentos entre o médico e o paciente, que em geral terminam em socos e brigas pela tentativa em vão do médico tentar recuperar a saúde do teimoso rapaz.
Kurosawa parece ter buscado mesclar a cultura oriental com os salões de música e dança dos anos 30, que alegravam os endinheirados grupos de gângsters. Há uma cena que parece ter seu ritmo acelerado, onde uma cantora entoa uma cantiga primitiva e todos dançam em ritmo frenético.
Há uma cena bem expressionista, sobre o sonho do jovem em uma praia encontrando seu caixão. A expressão assustada e pálida lembra-nos cenas dos clássicos do gênero. E desde então, a aparência pálida e cada vez mais cadavérica do jovem remete-os à lembrança do estilo.
Em uma trágica cena final de violência e morte, o jovem gângster tem sua vida encerrada, todo pintado de branco pela poeira e tinta fresca por onde passou, como se nesse momento tivesse obtido a redenção. E toda a cena acontece enquanto o bom médico compra ovos frescos para seu paciente, sem imaginar o que está acontecendo naquele instante.
O filme, como não poderia deixar de ser em se tratando de Kurosawa, é cheio de simbolismos.
Sem dúvida, a degradação humana, que se reflete tanto no ambiente como na forma de vida dos personagens, é o tema principal mas Kurosawa encerra com uma ponta de esperança ao demosntrar que ainda há pessoas que prezam pela vida e a amizade, e um obstinado como o velho médico embriagado, apesar de rude em suas palavras e ações, pode sem dúvida ser comparado a um anjo.
domingo, 19 de junho de 2011
Peur (s) du noir
Peur(s) du noir (2007)
Inglaterra - 85 min
Animação | Drama | Horror
Direção: Blutch, Charles Burns, Marie Caillou, Pierre Di Sciullo, Lorenzo Mattotti, Richard McGuire
Fugindo um pouco do estilo de crimes e perseguições e partindo para a questão do Noir (negro, revelando os medos e o lado obscuro do ser humano), falemos dos medos por meio desta animação francesa incrível, como é descrita abaixo:
“O asqueroso toque de pernas de aranha na pele nua...
Ouvir ruídos inexplicáveis durante a noite...
Uma grande casa vazia na qual você sente uma presença ...
A agulha de uma seringa que se aproxima inexoravelmente ...
Uma coisa morta preservada num frasco com formol...
O olhar de um grande cão que mostra os dentes...”
Este trabalho, dirigido e roteirizado por Blutch e Charles Burns, reúne cartunistas franceses e americanos. São 06 contos que traduzem na tela, em traços branco e preto, os piores pesadelos de seus criadores.
O que chama a atenção no filme é a diferença de estilo gráfico adotado em cada história e o encaixe perfeito de cada quadro. É uma viagem ao mundo da escuridão. Recheado de suspense e terror.
Muito interessante, com estilos diversos que remetem a visão do medo por meio dos artistas.
L.A. Noire - jogo para Xbox 360 e PlayStation 3
Em minhas pesquisas sobre o filme noir já havia encontrado comentários a respeito do desenvolvimento de um jogo baseado no gênero, e eis que hoje encontro mais detalhes, com direito a imagens e filme do YouTube.
"L.A. Noire é um jogo de investigação que se passa em Los Angeles nos anos 40 que se utiliza da estética dos filmes Noir para ambientar o jogador em um dos períodos mais instigantes do século XX. Instigante pois justamente nessa época o mundo estava em conflito enquanto oportunistas se esgueiravam nas vielas surrupiando madames e corrompendo menores para o mundo da máfia.
Ainda quanto ao estilo Noir, além de conter um esquema de cores preto-e-branco, esse estilo de filme faz uso excessivo de temas jazz para musicar as cenas, personagens em sobretudos pretos, mulheres de chapéus elegantes soprando baforadas de cigarros em uma cidade cheia de crimes, becos e botecos abarrotados de pessoas misteriosas.
O jogo é exclusivo para Xbox 360 e PlayStation 3 e é publicado pela Rockstar, com desenvolvimento pela Team Bondi, empresa com experiência no tema já que ela desenvolveu, para o PS2, o The Getaway, jogo de gangsteres que vendeu aproximadamente 3 milhões de cópias."
Fonte: http://www.baixakijogos.com.br/ps3/la-noire/analise
A arte é muito detalhada e realista. O clima lembra os bons filmes do gênero, cheios de crimes, suspense e detetives tentando desvendá-los. Os elementos do noir, a arte contrastante, mesmo que com o uso de cores e os ângulos de câmera, contribui para a lembrança e semelhança com este estilo. Para quem possui Xbox 360 e PlayStation 3, aproveitem mais esta aventura.
No YouTube há diversos vídeos com o trailer e outros que mostram alguns casos a serem desvendados (cheguei a encontrar "caso 13" como exemplo, então há muito o que explorar nesse jogo).
"L.A. Noire é um jogo de investigação que se passa em Los Angeles nos anos 40 que se utiliza da estética dos filmes Noir para ambientar o jogador em um dos períodos mais instigantes do século XX. Instigante pois justamente nessa época o mundo estava em conflito enquanto oportunistas se esgueiravam nas vielas surrupiando madames e corrompendo menores para o mundo da máfia.
Ainda quanto ao estilo Noir, além de conter um esquema de cores preto-e-branco, esse estilo de filme faz uso excessivo de temas jazz para musicar as cenas, personagens em sobretudos pretos, mulheres de chapéus elegantes soprando baforadas de cigarros em uma cidade cheia de crimes, becos e botecos abarrotados de pessoas misteriosas.
O jogo é exclusivo para Xbox 360 e PlayStation 3 e é publicado pela Rockstar, com desenvolvimento pela Team Bondi, empresa com experiência no tema já que ela desenvolveu, para o PS2, o The Getaway, jogo de gangsteres que vendeu aproximadamente 3 milhões de cópias."
Fonte: http://www.baixakijogos.com.br/ps3/la-noire/analise
A arte é muito detalhada e realista. O clima lembra os bons filmes do gênero, cheios de crimes, suspense e detetives tentando desvendá-los. Os elementos do noir, a arte contrastante, mesmo que com o uso de cores e os ângulos de câmera, contribui para a lembrança e semelhança com este estilo. Para quem possui Xbox 360 e PlayStation 3, aproveitem mais esta aventura.
No YouTube há diversos vídeos com o trailer e outros que mostram alguns casos a serem desvendados (cheguei a encontrar "caso 13" como exemplo, então há muito o que explorar nesse jogo).
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Neo Noir
O termo filme noir é uma designação para os filmes norte americanos com certas particularidades técnicas e temáticas que fizeram os franceses aplicarem tal designação para o gênero.
Além dos próprios profissionais da época não aplicarem um nome ou tentar classificar o tipo de filmagem que estavam produzindo, tendo como maior ocupação transitar por técnicas e estilos o mais livres que pudessem, buscando o entretenimento do público com o diferencial em relação ao chamado cinema classe A dos musicais glamourosos de uma temática mais realista e mais próxima da realidade do Crash da Bolsa e as incertezas advindas da Segunda Guerra, vemos que esse período de manifestações com um aglomerado de características específicas acabou por cunhar um nome que designasse essa forma de filmar.
Fatos históricos a parte e ainda todo o questionamento sobre se existe ou não um gênero noir - na pós houve inclusive uma menção de que a temática e forma de filmar surge em várias épocas e estilos todo o tempo, sugerindo não ser algo que se possa atribuir exclusivo ou especificamente ao gênero - desde seu "surgimento" e apropriações ou revivals nos anos seguintes, fez com que certos críticos e estudiosos atribuíssem variáveis para o gênero, tentando situar com a nova ou corrente apropriação de determinada época. Uma delas é o chamado Neo Noir.
Neo Noir (do grego neo, novo, e o noir francês, preto) é um estilo muitas vezes visto em filmes modernos e outras formas que utilizam elementos do filme noir, mas com temas atualizados, conteúdo, estilo, elementos visuais ou mídia ausentes em filmes dos anos 1940 e 1950.
É indiscutível que o noir provocou um impacto significativo sobre outros gêneros que incorporam os elementos temáticos e visuais do filme noir, passando a ser classificados de forma independente, como no caso do Neo Noir, este a partir dos anos 70.
Ao contrário dos noirs clássicos, os neo-noir estão cientes das circunstâncias modernas e tecnologia de detalhes que eram tipicamente ausentes ou sem importância para a trama do filme noir clássico.
Nos filmes do início dos anos 1940 e 50, o público é levado a entender e construir um relacionamento com o protagonista ou anti-herói. Os Neo-noir do pós-1970 geralmente revertem esse papel. Movimentos de câmera pouco convencionais e seu enredo lembram que eles são apenas espectadores e não participam da história.
Temas modernos empregados no neo-noir incluem crises de identidade, problemas de memória e subjetividade, problemas tecnológicos e suas ramificações sociais. Esses elementos são fundamentais e ambíguos na prática, e os teóricos do cinema argumentam que o termo "neo-noir" pode ser aplicado a outras obras de ficção. Robert Arnett afirma que "Neo-noir tornou-se tão amorfo como um gênero / movimento, qualquer filme com um detetive ou um crime qualificado." É por causa da ambivalência desse gênero que neo-noir ainda está em forma e interpretado de modo maleavel na atualidade.
Outros observaram que filmes como After Dark, My Sweet (1990) and Hard Eight (1996) são neo-noirs que combinam perfeitamente o gênero noir com elementos do gênero faroeste, em termos de configuração e temas.
fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Neo-noir
Além dos próprios profissionais da época não aplicarem um nome ou tentar classificar o tipo de filmagem que estavam produzindo, tendo como maior ocupação transitar por técnicas e estilos o mais livres que pudessem, buscando o entretenimento do público com o diferencial em relação ao chamado cinema classe A dos musicais glamourosos de uma temática mais realista e mais próxima da realidade do Crash da Bolsa e as incertezas advindas da Segunda Guerra, vemos que esse período de manifestações com um aglomerado de características específicas acabou por cunhar um nome que designasse essa forma de filmar.
Fatos históricos a parte e ainda todo o questionamento sobre se existe ou não um gênero noir - na pós houve inclusive uma menção de que a temática e forma de filmar surge em várias épocas e estilos todo o tempo, sugerindo não ser algo que se possa atribuir exclusivo ou especificamente ao gênero - desde seu "surgimento" e apropriações ou revivals nos anos seguintes, fez com que certos críticos e estudiosos atribuíssem variáveis para o gênero, tentando situar com a nova ou corrente apropriação de determinada época. Uma delas é o chamado Neo Noir.
Neo Noir (do grego neo, novo, e o noir francês, preto) é um estilo muitas vezes visto em filmes modernos e outras formas que utilizam elementos do filme noir, mas com temas atualizados, conteúdo, estilo, elementos visuais ou mídia ausentes em filmes dos anos 1940 e 1950.
É indiscutível que o noir provocou um impacto significativo sobre outros gêneros que incorporam os elementos temáticos e visuais do filme noir, passando a ser classificados de forma independente, como no caso do Neo Noir, este a partir dos anos 70.
Ao contrário dos noirs clássicos, os neo-noir estão cientes das circunstâncias modernas e tecnologia de detalhes que eram tipicamente ausentes ou sem importância para a trama do filme noir clássico.
Nos filmes do início dos anos 1940 e 50, o público é levado a entender e construir um relacionamento com o protagonista ou anti-herói. Os Neo-noir do pós-1970 geralmente revertem esse papel. Movimentos de câmera pouco convencionais e seu enredo lembram que eles são apenas espectadores e não participam da história.
Temas modernos empregados no neo-noir incluem crises de identidade, problemas de memória e subjetividade, problemas tecnológicos e suas ramificações sociais. Esses elementos são fundamentais e ambíguos na prática, e os teóricos do cinema argumentam que o termo "neo-noir" pode ser aplicado a outras obras de ficção. Robert Arnett afirma que "Neo-noir tornou-se tão amorfo como um gênero / movimento, qualquer filme com um detetive ou um crime qualificado." É por causa da ambivalência desse gênero que neo-noir ainda está em forma e interpretado de modo maleavel na atualidade.
Outros observaram que filmes como After Dark, My Sweet (1990) and Hard Eight (1996) são neo-noirs que combinam perfeitamente o gênero noir com elementos do gênero faroeste, em termos de configuração e temas.
fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Neo-noir
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Cartazes Franceses do Filme Noir Americano
http://cinema.film-noir.bifi.fr/
Muito interessante e bem composto o site da Biblioteca do Filme, desde a abertura com design bem trabalhado e a música que remete ao suspense dos filmes. Dividido em quatro características do Noir, como o Ambiente urbano, a Femme Fatale, algo como os Agentes da Lei, o Casal em perigo, Trios (amorosos, referindo-se sempre a damas casadas que parecem desejar ou valem-se de um terceiro para ajudá-las a conquistar o objetivo, como eliminar o marido, por exemplo).
Faço uma ressalva para o texto que descreve cada tema passar muito rapidamente aos olhos do visitante, sem haver um botão que se possa controlar para a leitura com mais calma e ainda, poucos são os cartazes que ilustram cada tema, porém, são muito bem escolhidos e de qualidade, alguns que eu até o momento não conhecia.
Você ainda encontra um espaço com a filmografia de 40 a 59, um espaço de bibliografia do gênero e outra sobre livros de cartazes do Noir, ainda que não apresente imagens, limitando-se a uma lista com uma relação razoável.
Este site vale uma visita e apreciação de sua arte e dos cartazes selecionados. Visitem e deleitem-se.
Muito interessante e bem composto o site da Biblioteca do Filme, desde a abertura com design bem trabalhado e a música que remete ao suspense dos filmes. Dividido em quatro características do Noir, como o Ambiente urbano, a Femme Fatale, algo como os Agentes da Lei, o Casal em perigo, Trios (amorosos, referindo-se sempre a damas casadas que parecem desejar ou valem-se de um terceiro para ajudá-las a conquistar o objetivo, como eliminar o marido, por exemplo).
Faço uma ressalva para o texto que descreve cada tema passar muito rapidamente aos olhos do visitante, sem haver um botão que se possa controlar para a leitura com mais calma e ainda, poucos são os cartazes que ilustram cada tema, porém, são muito bem escolhidos e de qualidade, alguns que eu até o momento não conhecia.
Você ainda encontra um espaço com a filmografia de 40 a 59, um espaço de bibliografia do gênero e outra sobre livros de cartazes do Noir, ainda que não apresente imagens, limitando-se a uma lista com uma relação razoável.
Este site vale uma visita e apreciação de sua arte e dos cartazes selecionados. Visitem e deleitem-se.
sábado, 11 de junho de 2011
Jules Dassin
Julius Dassin
96 anos
18/12/1911 . 31/03/2008
Estados Unidos
Middletown, Connecticut
Gosto muito dos filmes de Jules Dassin. As temáticas são fortes e questionadoras a respeito da sociedade; é nítido o detalhamento cuidadoso quer nas amplas tomadas nas ruas das cidades, sempre com um ritmo intenso em especial nas perseguições, ou mesmo em ambientes internos onde as cenas parecem ter sido planejadas com a maior paciência e dedicação em sua totalidade.
Quem assistiu a Rififi deve lembrar-se do longo processo do assalto à joalheria com a abertura do cofre, em passagens minuciosas que levam o espectador a participar do processo que parece não ter fim, e o suor rolando nas faces dos personagens nos faz sentir toda a ansiedade até a conclusão do roubo perfeito.
A abordagem em Cidade Nua, como o próprio nome diz, desnudando a cidade em ritmo caótico, participando das notícias de um assassinato muito mais como distração e espetáculo que refletindo sobre a questão, nos remete a mais um questionamento e demonstração de algo comum até os nossos dias.
Obras incríveis a parte, quero neste post reunir algumas informações relevantes sobre este diretor, roteirista e ator que muito contribuiu para o cinema e o gênero Noir.
O filho de emigrantes russos vai morar no Harlem, em Nova York ainda criança mas na adolescência vai para a Europa estudar arte dramática de onde voltaria nos anos 30 atuando como ator em peças teatrais.
Em 1941 vai para Hollywood, contratado por Alfred Hitchcock e Garson Kanin. Mas seu início como diretor parece ter impressionado com o curta A Lenda do Coração, de Edgar Alan Poe, e em 42 parte para os longas A Sombra do Passado (Nazi Agent), Sua Criada Obrigada (The Affairs of Martha) e Uma Aventura em Paris (Reunion in France).
O primeiro sucesso de bilheteria veio em 1944, com O Fantasma de Canterville, adaptação do livro de Oscar Wilde, este ainda no gênero comédia, mas outros seguiram-se e por tornarem-se fracassos de bilheteria culminaram na quebra de contrato com a MGM.
Veio em seguida o período considerado a melhor fase de Dassin que produziu quatro filmes-noir em sequência: Brutalidade (Brute Force - 1947), Cidade Nua (The Naked City - 1948) , Mercado de Ladrões (Thieves' Highway - 1949) e Sombras do Mal (Night and City - 1950).
Dassin incorporou técnicas do neo-realismo italiano, estabelecendo-se como um dos mais importantes cineastas em atividade nos EUA no final dos anos 40.
Acontece que a febre anti-comunista, liderada pelo senador Joseph McCarthy toma conta dos EUA. Dassin foi membro do partido comunista nos anos 30, e mesmo desligado do partido há mais de 10 anos começou a ser pressionado e ter problemas, sondado por atos comunistas e pressionado a entregar possíveis membros simpatizantes da causa, resultando no abandono do país, dirigindo-se a Londres, onde o citado filme Sombras do Mal foi rodado.
O fato criou sérios problemas a Dassin para conseguir investimentos a novos projetos, retomando apenas em 1955 com o projeto do filme Rififi, dando-lhe o prêmio de melhor diretor.
Em 1956, Dassin casa-se com a atriz grega Melina Mercouri e o pai, membro do parlamento grego, ajuda-o conseguindo financiamento para o filme Aquele que Deve Morrer (Celui Qui Doit Mourir), baseado no romance de Niko Kazantzakis. Lançado em 1957, o longa-metragem foi bem recebido pela crítica, tendo concorrido à Palma de Ouro em Cannes e ao Bafta de melhor filme.
Em 1960, Dassin faz de Mercouri a estrela de Nunca aos Domingos, outro de seus maiores êxitos de bilheteria e de crítica. O filme ganhou o Oscar de melhor canção original, além de ser indicado aos prêmios de melhor direção e roteiro original (ambas para Dassin) e melhor atriz (Mercouri).
Após dois fracassos de bilheteria, Dassin reencontrou seu público em Topkapi, de 1964, comédia que rendeu a Peter Ustinov o Oscar de melhor ator coadjuvante.
O Poder Negro, de 1968, uma versão afro-americana de O Delator, de John Ford, foi seu primeiro filme rodado nos EUA após a fuga do marcathismo, 15 anos antes. No mesmo ano, nos palcos da Broadaway, Dassin ainda dirigiu a peça Ilya Darling, adaptação musical de Nunca aos Domingos, com Melina Mercouri revivendo o mesmo papel do cinema.
Entre 1968 e 1974, o casal Dassin e Mercouri, notórios combatentes do regime ditatorial que vigorava na Grécia, viu-se obrigado a se exilar. Com o retorno da democracia, Mercouri tornou-se membro do parlamento grego e, mais tarde, ministra da cultura.
Cineasta versátil, que circulava pelos gêneros do suspense, o drama e a comédia, Jules Dassin é citado e elogiado pela crítica, em geral pela primeira fase que refere-se aos quatro filmes noir
itados anteriormente.
Recomendo que o leitor assista aos filmes noir deste artista completo e merecedor de citação e apreciação da obra.
O blog Melhores Filmes classifica 8 filmes como os melhores de Jules Dassin, circulando por todos os gêneros de sua carreira. São eles:
1º - Rififi - 1955 - 9,1
2º - Sombras do Mal - 1950 - 8,0
3º - Cidade Nua - 1948 - 7,9
4º - Mercado de Ladrões - 1949 - 7,9
5º - Brutalidade - 1947 - 7,8
6º - Aquele Que Deve Morrer - 1957 - 7,7
7º - Nunca aos Domingos - 1960 - 7,6
8º - Topkapi - 1964 - 7,4
135 Melhores Filmes Noir - Blog Melhores Filmes
Vasculhando novidades na internet, encontrei o blog Melhores Filmes - o melhor do cinema está aqui. Além de dividir por diversos segmentos, o blog traz uma lista de 135 filmes classificados como Noir - vamos lembrar que alguns ora transitam pela classificação de filmes de outros gêneros, como Scarface por exemplo, mas pela similaridade de características parecem repetir-se de um a outro estilo - informados com data, diretores e classificados por nota, sendo os 135 com notas até 7.0, e outros tantos abaixo da média.
Vemos as obras Pacto de Sangue, A Marca da Maldade e O Terceiro Homem como os destaques da lista,
estando Relíquia Macabra em 5º lugar ainda que com os mesmos 9.4 na classificação.
Parece uma seleção minuciosa e um ótimo guia para os cinéfilos pesquisarem o gênero. Aproveitem para dar uma olhada.
http://melhoresfilmes.com.br/generos/filme-noir/limit:500
Vemos as obras Pacto de Sangue, A Marca da Maldade e O Terceiro Homem como os destaques da lista,
estando Relíquia Macabra em 5º lugar ainda que com os mesmos 9.4 na classificação.
Parece uma seleção minuciosa e um ótimo guia para os cinéfilos pesquisarem o gênero. Aproveitem para dar uma olhada.
http://melhoresfilmes.com.br/generos/filme-noir/limit:500
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Orson Welles e o Filme Noir
Os filmes Noir de Orson Welles têm características importantes, como em sua filmagem expressionista em Cidadão Kane (1941), com ângulos de câmera subjetivas, sombra escura e foco profundo, e os tiros de baixo ângulo do talentoso diretor de fotografia Gregg Toland.
O terceiro filme de Welles para a RKO, sobre o tempo de guerra em Journey Into Fear (1943), filme em que atuou e co-dirigiu, apesar de não creditado, filmado na exótica Istambul. O filme foi inspirado no triller de Eric Ambler, sobre um engenheiro de armas americanos (Joseph Cotten) em um navio no Mar Negro, onde foi ameaçado por agentes nazistas que intencionavam matá-lo.
O complexo The Lady from Shanghai (1948), fala sobre um triângulo amoroso destrutivo entre o marinheiro irlandês Michael O'Hara (Welles), uma loura manipuladora Rita Hayworth, como a femme fatale Elsa (ou Rosalie), e seu marido Arthur Bannister (Everett Sloane). A sequência final em San Francisco, na sala de espelhos ou casa de diversão era simbólica e reflexiva da quebra de relações entre os personagens. As últimas palavras de O'Hara: "Talvez eu viverei tanto tempo que eu vou esquecê-la. Talvez eu vou morrer tentando. "
Na fronteira cidade mexicana, Welles filma o clássico Touch of Evil (1958), geralmente considerado o último filme do ciclo clássico noir. Nele estrelou Charlton Heston como Vargas - um ingênuo policial da narcóticos Americo-Mexicano, Janet Leigh como sua esposa Susan e o próprio Welles como um corrupto e corpulento policial local Hank Quinlan. O filme também contou com uma aparência de retorno ao fumo do charuto com a dona de bordel Marlene Dietrich, e uma deslumbrante abertura em plano seqüência durante a abertura dos créditos filmado de uma vez, sem cortes. Mais tarde, Welles surge com o noir expressionista e drama psicológico O Julgamento (1962), uma adaptação do romance clássico de Franz Kafka, com Anthony Perkins como Joseph K - um homem condenado por um crime sem nome em um país desconhecido.
Fonte: http://www.filmsite.org/filmnoir.html
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