Experimento Noir é um espaço de troca de experiências e experimentos que bebam da fonte do gênero noir.
Participe para saber mais e envie a sua colaboração. Após análise, publico com crédito do experimentador.


domingo, 2 de setembro de 2012

Cartazes Zero Effect - 1998

Cartazes de meu cine pipoca de hoje. Recebi a indicação de um amigo deste "noir" de 1998, que no imdb consta como crime, drama e até comédia, e trata-se de filme de detetives.

Uma ressalva sobre os cartazes: parece-me que dos anos 90 pra cá as variações nas artes são um pouco mais limitadas, como se as produtoras determinassem um padrão de divulgação. Procurei por cartazes mais diferenciados em outras línguas, mas até o momento não encontrei. Se ocorrer, acrescento a nossa galeria.

Após assistir ao filme - consegui uma cópia perfeita via Torrent - , seguimos com os comentários.



sábado, 25 de agosto de 2012

3 Shots of Noir



13 Shots of Noir é uma coleção de contos reunidos por Paul D. Brazil, de nomes como Roald Dahl, The Twilight Zone e Alfred Hitchcock, com histórias premiadas e indicadas como as melhores do gênero noir.

Mais uma vez tenho dificuldade em encontrar nas listas de nossas grandes livrarias nacionais este título, ficando com a Amazon para oferecer-nos a oportunidade de aquisição por pouco mais de $3 ($3,03 na data deste post).

Detalhes da publicação, segundo a Amazon:


  • File Size: 169 KB
  • Print Length: 63 pages
  • Simultaneous Device Usage: Unlimited
  • Publisher: Untreed Reads Publishing (November 19, 2011)
  • Sold by: Amazon Digital Services, Inc.
  • Language: English

$50 + edição de Atomic Noir para novos escritores


"Estamos procurando especificamente o trabalho que reflete o estilo e a sensibilidade dos gênios que revolucionaram a ficção do crime entre 1950 e 1970. Pense em Goodis, Thompson, Woolrich, Willeford, Himes, McBain, MacDonald. . . Pense em livros de bolso contendo um mundo decadente de assassinato barato e o mais barato sexo. . . Pense em uma era utópica escurecida pela ameaça da obliteração nuclear, suas sombras assombradas por veterinários desiludidos, mafiosos sugando a riqueza de uma economia em expansão,. . . Sua história não tem absolutamente que ter lugar neste período, mas você deve capturar o humor e os temas que definem a escrita no crime."

Escreva com 5.000 a 8.000 palavras uma história noir com base no pós segunda guerra. Envie até outubro para julgamento de Lou Boxer e o mestre de Filadélfia do crime ficção, o Duane Swierczynski.

Caso sua história seja escolhida, entrará para uma publicação do Atomic Noir, onde o ganhador receberá uma edição do livro mais $50.

Para mais detalhes, acesse e boa sorte. Se algum leitor resolver participar, avise-nos e após o resultado, envie o conto para publicarmos no blog, para conhecimento de nossos visitantes.

http://www.outofthegutteronline.com/2012/06/atomic-noir-story-contest-get-read.html?utm_source=BP_recent

domingo, 19 de agosto de 2012

3 Clássicos Noir de Jules Dassin


Antes de escrever a respeito de Brute Force, post anterior a este e que refere-se completamente a esta indicação, permito-me mostrar esta preciosidade que reúne 3 clássicos noir - Brute Force, The Naked City, Rififi -  deste brilhante diretor, que particularmente considero um dos maiores diretores do gênero, já comentado em post anterior (http://experimentenoir.blogspot.com.br/2011/06/jules-dassin.html), além dos comentários de The Naked City e Rififi.

http://experimentenoir.blogspot.com.br/2011/03/naked-city-cidade-nua-1948.html

http://experimentenoir.blogspot.com.br/2011/03/rififi-du-rififi-chez-les-hommes-1955.html

A Amazon nos presenteia com este box em DVD por 25,67 libras. A não tão boa notícia é que refere-se apenas a região 2 (UK, Europe, Japan, South Africa and Middle East), e ainda que pesquisass um pouco mais, não encontrei ainda algo mais universal com maior cobertura para indicar.

Ainda assim, fica a dica, e vamos torcer para que novas edições apareçam para que amantes e colecionadores possam adquirir tal maravilha.

Informações do site da Amazon:

http://www.amazon.co.uk/Dassin-Noir-Three-Classics-Jules/dp/B005OK42LO

Format: PAL
Region: Region 2 (This DVD may not be viewable outside Europe. Read
more about DVD formats.)
Number of discs: 3
Classification: 12
Studio: Arrow Films
DVD Release Date: 28 Nov 2011
Product Description
Three thrilling film noir classics from the masterful director of
Rififi and Night and the City.

Cartazes Brute Force - 1947










Brute Force - 1947

domingo, 12 de agosto de 2012

Investigando o som do filme Noir

Pesquisando sobre o noir, encontrei uma matéria interessante na Parallax View - http://parallax-view.org/ - onde Robert C. Cumbow faz uma análise sobre músicas compostas e que serviram de trilha sonora no filme noir, fazendo um levantamento pessoal do que considera música que marcaram o estilo.

Ele inicia sua matéria com o seguinte comentário:

"Os melancólicos solos do noir do sax, do piano, o lamento de um trompete distante em becos escuros, úmidos e os quentes ritmos latinos escorrendo como um brilho de neon das janelas semi-fechadas em casas noturnas proibidas. Você anda pelas calçadas solitárias da cidade, sem destino, seguindo apenas os sons, guiado por eles, perguntando de onde vêm.....

Ninguém inventou o som do filme noir. Ele cresceu mais de sete décadas, provocou com o toque de humor de compositores específicos, em filmes e tempos específicos."

Cumbow cita alguns nomes, como Adolph Deutsch, salientando trilhas como The Maltese Falcon e The Mask of Dimitrios, como os pilares de origem da música noir.



(Para ouvir a trilha de The Maltese Falcon, acesse o link abaixo:
http://www.experienceproject.com/song_meanings.php?a=Maltese+Falcon+Soundtrack&t=a)

Mas as citações não param por aí, e outros grandes nomes como Max Steiner (The Big Sleep), Henry Mancini e Jerry Goldsmith (Chinatown).

Bernard Hermann é citado em sua composição para Taxi Driver onde comenta: "...A pontuação arquetípica do saxofone não só evoca o noir, mas define no aterramento do conto angustiante de Scorsese um tipo não tradicional do anti-herói gritando "eu sou" nos lugares mais escuros de forma impiedosa, esmagando a cidade."

Jerry Goldsmith aparece em Chinatown: "é...magistral, evocando os humores e tons tradicionalmente associados com as sutilezas da sombra, veneziano cego de ripas monocromático, e a combinação peculiar de investigação e de introspecção, amor condenado, mulheres caras e uísque barato. Teria sido um clássico de composição noir em qualquer cor ou década."

Cumbow avança no tempo e ainda fala de Angelo Badalamenti em Blue Velvet.

Para quem quer conhecer um pouco da música do noir, recomendo a leitura e sugestões de Robert C. Cumbow com sua reflexão sobre diversas composições muito bem trabalhadas contribuem para o clima que tanto caracteriza o gênero. Claro que é uma breve citação, que creio, com a pesquisa do leitor trará maior interesse pela pesquisa de outras grandes composições que marcaram grandes produções.

Para ler na íntegra a matéria, acesse o link:

http://parallax-view.org/2009/04/02/keeping-score-musique-noir-investigating-the-sound-of-film-noir/

domingo, 22 de julho de 2012

City Streets - 1931

City Streets - 1931
83 min - USA
Crime | Filme Noir
Diretor: Rouben Mamoulian
Estrelando: Gary Cooper, Sylvia Sidney, Paul Lukas

http://www.imdb.com/title/tt0021750/



City Streets é um dos primeiros filmes de gângsters, além de ser também a primeira história escrita para o cinema por Dashiell Hammett, sendo um recém-contrato pela Paramount.

Nan Cooley, filha do mafioso Pop Cooley, tem uma vida cheia de vantagens mantidos pelos negócios escusos envolvendo o mercado de bebidas, e vê-se apaixonada por The Kid um homem que ela conhece como "balconista" numa banca de tiros, a quem seu pai tenta convencer a entrar para a máfia a fim de ter condições de manter os luxos de sua menina, ainda que The Kid não pareça inicialmente interessado no assunto.


Nan é ingenuamente implicada em um assassinato que a levará à prisão, assumindo a culpa de um crime cometido por seu pai, e é a partir de então que percebe o perigo da máfia e descobre em seguida que The Kid resolve aceitar o convite a fim de ajudá-la, o que Nan percebe ao ver seu amado chegar para vê-la na prisão com um casaco de peles, mas quer fazê-lo mudar de ideia para que ambos vejam-se livres do crime organizado. 


A situação encontra-se já fora de controle, uma vez que o mafioso (Maskal) que antes implicara Nan no assassinato quer agora matar seu amor, e o casal é acuado, até que Nan saca uma arma para salvar The Kid - neste momento já auto-denominado novo chefe da máfia - e tiram Maskal do negócio de cervejas, aniquilando seu poder.
O destaque para o filme está nos experimentos do diretor Rouben Mamoulian, usando uma série e efeitos visuais e sonoros que atribuem certa originalidade a produção. 

É bom lembrar que trata-se de uma época em que Hollywood encontrava-se extasiada com a descoberta do som, mas Mamoulian parece ter mantido a atenção as imagens, conferindo a elas maior importância, como nas cenas iniciais com closes nas cenas, como os copos de cerveja enchendo-se da bebida, mostrando o negócio do mafioso e logo o rio, com o chapéu do que passou "desta para melhor".

O final deixa um pouco a desejar na atuação dos protagonistas, ainda que Sylvia Sidney esteja deslumbrante e Guy Kibbee faz muito bem o papel de um gângster aproveitador e parasita.

A primeira vista parece um filme pequeno, mas só pelas cenas com imagens sutis mas reveladoras sobre a situação vigente já vale o espetáculo para conhecer o trabalho de Mamoulian e sua forma de ver, para mim ainda muito mais voltada para o cinema mudo,
não contaminado ainda pela novidade tecnológica do som, atribuindo ao filme algo único.

Cartazes - City Streets - 1931






segunda-feira, 16 de julho de 2012

Stage Fright - 1950

Stage Fright - 1950
110 min - USA
Crime | Drama | Triller
Diretor: Alfred Hitchcock
Estrelando: Marlene Dietrich, Jane Wyman, Richard Todd

http://www.imdb.com/title/tt0042994/

Sinopse: Jonathan Cooper é suspeito de ter assassinado o marido de sua amante, a atriz Charlotte Inwood. Ele pede para sua ex-namorada, Eve Gill, ajudá-lo a provar sua inocência. Ele afirma que o verdadeiro assassino é Charlotte. Eve, então, o esconde no barco de seu pai, acoberta fugas e se disfarça de governanta de Charlotte para despistar o detetive da Scotland Yard, Wilfred Smith. Tudo passa a dar errado quando Eve começa a se apaixonar pelo investigador.

Jonathan procura pela ex-namorada a fim de fugir da perseguição da polícia que ele afirma não ser o culpado do crime, tendo apenas tentado ajudar a amante (Dietrich) a escapar da culpa que ele afirma ser da amante. Queimando o vestido manchado de sangue que seria a prova do envolvimento de Charlotte, Eve resolve investigar por si mesma a verdade, infiltrando-se na casa desta como substituta da antiga empregada, agindo com 2 identidades a partir de então.
Entra em cena o detetive Wilfred Smith, e o impasse para Eve aumenta a medida que percebe estar se apaixonando por ele, mas precisando esconder-se não revelando sua dupla identidade.

Em uma apresentação musical de Charlotte, Eve provoca a aparição do vestido manchado de sangue para desmascarar a atriz e fazê-la confessar o crime diante do detetive Smith, e esta admite envolvimento mas não o assassinato, atribuindo a culpa a Jonathan.

É quando este se revela um homem atormentado e violento sempre que provocado, o que revela seu envolvimento no assassinato, mesmo que direcionado pela atriz. Jonathan então terá seu fim trágico logo após a revelação da verdade.

Stage Fright aparece como um triller, mas tem muitas pitadas de humor. Além disso, tem um forte elenco, e Hitchcock comenta sobre a atriz Jane Wyman, uma atriz agradável e deliciosamente excêntrica como Eve, a heroína. 
Marlene Dietrich é simplesmente fabulosa como Charlotte, uma atriz / cantora, cujo marido foi assassinado, e sua exigência ao aceitar o papel em que o figurino fosse exclusivamente da marca Dior, abrilhanta ainda mais suas aparições memoráveis, em especial suas cenas musicais - sua interpretação de Gal In Town, de Coe Porter, é sensual e inesquecível - e ao final, quando a personagem é confrontada por Eve.

Os atores britânicos também fazem jus a serem devidamente citados - Somente Marlene Dietrich e Jane Wyman não eram britânicas no elenco - como Richard Todd como Johnny, o homem acusado de assassinar o marido de Charlotte. Michael Wilding é simpático como o detetive de polícia caçando-o para desvendar o culpado do assassinato. Alastair Sim e Sybil Thorndyke são muito divertidos, como pais excêntricos de Eve. 



Destaque ainda com marca registrada de Hitchcock em surgir em cenas durante seus filmes, onde surge aos 39 minutos na rua, voltando-se para olhar para Eve enquanto ela ensaia um discurso.

Artigo da TCM - Curiosidades sobre Stage Fright

http://www.tcm.com/tcmdb/title/91217/Stage-Fright/articles.html



Muito interessante o artigo que encontrei no blog Turner Classic Movies sobre Stage Fright, explicando que o filme para muitos é considerado uma produção menor de Hitchcock, mas 
que talvez este tenha sido mal interpretado, quer pelo nome que inicialmente parece tratar-se de um forte suspense, mas que na verdade tinha a intenção primeira de tratar sobre a profissão de ator e o teatro, conforme o diretor afirmou em entrevista com François Truffaut. 

Outra razão foi o fato de querer filmar em Londres, onde estaria próximo de sua filha, que na época era estudante de teatro na Royal Academy.

Fala ainda de diversas curiosidades, como "Fright Stage seria filmado na costa da Inglaterra, mas o mau tempo impediu. Em vez disso, o filme inteiro foi fotografado em Elstree Studios. Em sua aparição tradicional, Hitchcock desempenha um espectador na rua que olha para Jane Wyman. Após a liberação, o filme despertou controvérsia entre os críticos, alguns dos quais acusando tratar-se de um filme policial desonesto, devido a seqüência de flashback de abertura que mais tarde revelou-se uma mentira.