Rogue's Regiment - 1948
86 min - EUA
Thriller | Ação | Aventura
Diretor: Robert Florey
Estrelando: Dick Powell, Marta Torén, Vincent Price
http://www.imdb.com/title/tt0040744/
Sinopse: Após a Segunda Guerra Mundial, os ex-soldados dirigem-se para a Saigon de domínio francês para se juntar à Legião Estrangeira, entre elas o americano Whit Corbett (Dick Powell) e o alemão Carl Reicher (Stephen McNally), um suposto criminoso de guerra nazista. O negociante de arte Van Ratten e a cantora Lili Maubert também são mais do que parecem.
Corbett é o agente de inteligência americana que seguirá o rastro desse criminoso para desvendar se está infiltrado na Legião Estrangeira, tornando-se um membro para seguir o rastro o mais perto possível.
Apesar de meio previsível e um tanto ingênuo em algumas situações - como Powell escapando facilmente num momento que fora capturado - e valorizado pelo ambiente exótico da Indochina, o mais interessante sobre este filme é que foi o primeiro a falar do do domínio colonialista da França, onde a Legião Estrangeira não fazia perguntas aos que se alistavam em seu grupo, perfeita situação para alemães fugitivos ingressarem, mantendo-se a salvo de perseguições por seus atos nazistas.
Um tema corrente após a guerra com o terror do nazismo ainda latente, com a perseguição dos fugitivos possivelmente infiltrados entre a sociedade.
Experimento Noir é um espaço de troca de experiências e experimentos que bebam da fonte do gênero noir.
Participe para saber mais e envie a sua colaboração. Após análise, publico com crédito do experimentador.
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domingo, 10 de março de 2013
sábado, 2 de março de 2013
Ascenseur pour l'échafaud (Elevator to the Gallows) - 1958
Ascenseur pour l'échafaud (Elevator to the Gallows) - 1958
88 min - França
Crime | Drama | Thriller
Diretor: Louis Malle
Estrelando: Jeanne Moreau, Maurice Ronet, Georges Poujouly
http://www.imdb.com/title/tt0051378/
Aqui temos a visão francesa do noir, com uma iluminação - mais nítida nas cenas diurnas - de algo mais televisivo ou teatral que um clima do claro-escuro do cinema, ainda que a intensidade e climax do filme fica mais interessante na iluminação contrastante das cenas noturnas.
As cenas de profundidade nos ambientes e os closes que demonstram cada detalhe ou o sentimento do personagem, são marcantes no filme.
E claro, como base do noir, a trama dos amantes que decidem matar o marido indesejável, onde o rapaz realiza meticulosamente o crime para ter por completo seu amor, cometendo porém um deslize ao partir da cena do crime que passará do plano perfeito para uma situação de desesperança.
Florence Carala (Moreau) e Julien Tavernier (Ronet), são os amantes que decidem tramar a ideia de suicídio do marido de Florence e patrão do jovem Julien. Este o mata, sai para a rua em direção ao carro e lembra-se que esqueceu a corda com que escapara da sala onde acabara de cometer o assassinato e volta para removê-la, porém, o final de semana se aproxima e Julien fica preso no elevador, preocupando a jovem Florence que o aguarda em um café nas proximidades e presencia o roubo do carro do amante.
Deste ponto em diante, a sequência de dissabores e somas de acusações se desenrolam até os tribunais.
Sem dúvida, o ponto alto e marcante do filme é a cena da bela Moreau perambulando pelas ruas, atordoada e sem saber que caminho tomar, em meio a vitrines e carros na noite escura, ao som do jazz triste e solitário de Miles Davis, que parece refletir as emoções da personagem Florence. Aliás, a relação música e imagem é aclamada como algo novo na história do cinema.
Este filme foi considerado, além de noir, uma experiência importante para a Nouvelle Vague e o chamado Cinema Novo.
É uma bela versão francesa de Louis Malle e imperdível para os apreciadores do gênero.
88 min - França
Crime | Drama | Thriller
Diretor: Louis Malle
Estrelando: Jeanne Moreau, Maurice Ronet, Georges Poujouly
http://www.imdb.com/title/tt0051378/
Aqui temos a visão francesa do noir, com uma iluminação - mais nítida nas cenas diurnas - de algo mais televisivo ou teatral que um clima do claro-escuro do cinema, ainda que a intensidade e climax do filme fica mais interessante na iluminação contrastante das cenas noturnas.
As cenas de profundidade nos ambientes e os closes que demonstram cada detalhe ou o sentimento do personagem, são marcantes no filme.
E claro, como base do noir, a trama dos amantes que decidem matar o marido indesejável, onde o rapaz realiza meticulosamente o crime para ter por completo seu amor, cometendo porém um deslize ao partir da cena do crime que passará do plano perfeito para uma situação de desesperança.
Florence Carala (Moreau) e Julien Tavernier (Ronet), são os amantes que decidem tramar a ideia de suicídio do marido de Florence e patrão do jovem Julien. Este o mata, sai para a rua em direção ao carro e lembra-se que esqueceu a corda com que escapara da sala onde acabara de cometer o assassinato e volta para removê-la, porém, o final de semana se aproxima e Julien fica preso no elevador, preocupando a jovem Florence que o aguarda em um café nas proximidades e presencia o roubo do carro do amante.
Deste ponto em diante, a sequência de dissabores e somas de acusações se desenrolam até os tribunais.
Sem dúvida, o ponto alto e marcante do filme é a cena da bela Moreau perambulando pelas ruas, atordoada e sem saber que caminho tomar, em meio a vitrines e carros na noite escura, ao som do jazz triste e solitário de Miles Davis, que parece refletir as emoções da personagem Florence. Aliás, a relação música e imagem é aclamada como algo novo na história do cinema.
Este filme foi considerado, além de noir, uma experiência importante para a Nouvelle Vague e o chamado Cinema Novo.
É uma bela versão francesa de Louis Malle e imperdível para os apreciadores do gênero.
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