Esse é o momento em que me delicio com a variedade de cartazes vindos de várias partes do mundo para divulgação deste filme que tem mais uma vez Bogart como protagonista.
Aproveitem esse festival de artes.
Experimento Noir é um espaço de troca de experiências e experimentos que bebam da fonte do gênero noir.
Participe para saber mais e envie a sua colaboração. Após análise, publico com crédito do experimentador.
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sábado, 8 de junho de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
The Burglar - 1957
The Burglar - 1957
90 min - USA
Filme Noir | Thriller | Drama
Diretor: Paul Wendkos
Estrelando: Dan Duryea, Jayne Mansfield, Martha Vickers
Dirigido por Paul Wendkos e baseado no romance de David Goodis, o filme é conhecido pelos ângulos inusitados e iluminação pouco comum, partindo para uma técnica considerada mais artística, o que parece ter causado estranheza para alguns expectadores.
A história é sobre assaltantes de jóias, com Nat Harbin (Dan Duryea) como o líder do grupo, acompanhado de outros 3 especialistas na arte do crime, além da estranha relação quase incestuosa entre Nat e Lis, a menina que foi filha do homem que tomou Nat então órfão para criar, ensinando-lhe as artimanhas da vida como assaltante de jóias, posição esta que o faz ser uma espécie de protetor de Lis.
Uma cena muito bem feita, que lembra o memorável Rififi, é quando Nat está com os comparsar em pleno roubo, e quando a polícia passa por perto do local, ele vem convencê-la de que trata-se apenas de seu carro quebrado, podendo em seguida retornar para finalizar o serviço.
Della, uma mulher com quem Nat se envolve e parece sentir que este seria o momento de abandonar sua vida de crime, irá em seguida descobrir de seu envolvimento com um policial que planeja tomar seu ganho no roubo, ao contrário do cumprimento da lei.
Na fuga para Atlantic City, tiroteio e perseguições esquentam a trama, e mais a frente teremos um final fatal acompanhado de punição do policial corrupto.
O filme é deslumbrante e ambicioso. Destaques para a atuação de Duryea, com um trabalho admirável de evocar a agitação interna enfrentada por Nat, além de Jayne Mansfield valorizar seu papel passando a sensação de impotência e confusão - por ser dependente da presença de Nat - que Gladden tem no romance.
domingo, 26 de maio de 2013
The Narrow Margin - 1952
The Narrow Margin (Rumo ao Inferno) - 1952
71 min - USA
Filme Noir | Thriller
Diretor: Richard Fleischer
Estrelando: Charles McGraw, Marie Windsor, Jacqueline White
http://www.imdb.com/title/tt0044954/
71 min - USA
Filme Noir | Thriller
Diretor: Richard Fleischer
Estrelando: Charles McGraw, Marie Windsor, Jacqueline White
http://www.imdb.com/title/tt0044954/
Uma viúva de um mafioso resolve testemunhar contra a máfia e precisará de proteção de seus assassinos no trajeto da viagem de trem de Chicago a Los Angeles, tarefa atribuída a Walter Brown e seu parceiro.
Três bandidos tentam eliminá-la, porém desconhecendo de fato o alvo, o que fará com que cometam o assassinato de outros passageiros como uma mulher que tratava-se de uma agente disfarçada. A partir de então, a caçada ente policiais e assassinos começam seu jogo mortal.
Ainda baixando via Torrent para assistir ao filme. Pelo que li em algumas pesquisas e é reforçado na Wikipedia "...o filme é considerado, sucessivamente, como um dos melhores da história da RKO, um dos melhores filmes B já feitos, e ainda, por alguns, como o melhor filme de baixo orçamento de todos os tempos."
De cara achei que o filme tem uma bela fotografia. Abaixo o trailer até que eu possa oferecer meu parecer a respeito.
...e após assistir, lá vão minhas observações. O filme possui vários detalhes do noir, em especial o detetive, ou nesse caso, o policial guarda-costas linha dura, incorruptível e que mostra em palavras e atitudes desprezar a mulher a quem foi designado proteger e levar sã e salva ao tribunal para depor, por tratar-se da mulher de um mafioso. Esta é uma bela e esperta, aparentemente a femme fatale que não aceita a atitude de Brown, devolvendo-lhe as ofensas na mesma moeda.
Enquanto tenta manter a suposta viúva a salvo, passando pelos mais diversos perigos entre homens que seguem viagem no trem a fim de matar a testemunha, Brown irá conhecer uma bela loira com seu filho, e logo percebe-se que um envolvimento está por acontecer entre eles.
Sem dúvida, a fotografia com seus ângulos, contrastes e fumaça criam um instigante cenário - mesmo quase todo o tempo no interior do trem -, a dinâmica das cenas e diálogos
mostra uma trama interessante, desta vez finalizando sem tragédias que marcam o gênero.
mostra uma trama interessante, desta vez finalizando sem tragédias que marcam o gênero.
sábado, 25 de maio de 2013
Bob le Flambeur, 1956
Bob le Flambeur, 1956
98 min - França
Crime
Diretor: Jean Pierre Melville
Estrelando: Isabelle Corey, Daniel Cauchy, Roger Duchesne
http://www.imdb.com/title/tt0047892/
"Eu nasci com um ás na palma da minha mão."
Um grande noir francês sobre gângsters, de Melville, considerado o precursor da Novelle Vague.
Ambientado no bairro de Montmartre em Paris, o protagonista é o jogador Bob, um gângster de idade avançada com pinta de galã, sempre bem vestido em seu Cadillac de 2 cores, além de residir em um belo apartamento e receber da polícia e dos mais jovens respeito e admiração por sua posição e ser um daqueles caras a quem sempre tem alguém grato por seus favores, a não ser o cafetão Marc, ao que parece, seu único inimigo.
Bob é um jogador compulsivo, passando suas noites nos cassinos, acompanhando as corridas de cavalos, brincando com a sorte o azar. Sua vida porém passa por uma fase de perdas constantes, até descobrir sobre o local onde o Cassino Deauville guarda uma boa soma em dinheiro, planejando um assalto que poderá solucionar seus problemas financeiros, assim como, para um jogador obssessivo, significa uma última jogada de mestre.
O próximo passo é montar uma equipe e planejar o intento, trazendo de volta companheiros de crimes do passado.
Este filme possui algumas peculiaridades muito interessantes, como por exemplo, tratar-se muito mais de um filme "masculino", com ênfase na amizade entre os mesmos e o comprometimento dessa relação. A opção da vida ilegal voltada para o crime é detalhe importante no filme e nos remete ao nascimento dos gângsters norte-americanos em meio à crise econômica, onde homens tomam as rédeas para si e fazem seus próprios negócios, violando as leis e passando a ser respeitados em meio à ma sociedade sem esperanças.
Desta forma, Bob le Flambeur mostra um submundo de ladrões, cafetões, prostitutas e toda sorte de personagens que fizeram suas vidas à custa de vícios e negócios obscuros.
O papel feminino existe, mas algo mais coadjuvante, com Anne no papel da femme fatale e Suzanne, ambas inclusive cientes e de certa forma envolvidas na trama do assalto.
Melville conseguiu, em seu primeiro filme, de forma bela, leve e com um toque de humor irônico, conceber um clássico sobre gângsters, daí a grande influência gerada sobre diversos diretores da Vague francesa. Ele tinha um baixíssimo orçamento e valeu-se da filmagem com uma câmera de mão andando em uma bicicleta, daí não haver ângulos de câmera extravagantes nem flashbacks, mas um realismo que capta o glamour exagerado e o mau gosto das noites de Pigalle.
Encontrei o filme para indicação abaixo no YouTube, na íntegra porém com legenda em espanhol. Espero que aproveitem.
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