Reconstruction (Reconstrução de um amor)
91 min - 2003
Dinamarca
Drama | Romance
Christoffer Boe
http://www.imdb.com/title/tt0366943/
"Um homem entra em um bar. Ele vê uma bela mulher. Eles se conhecem?...É um começo ou um fim? É o que veremos."
"É tudo um filme. É tudo uma construção."
A voz off inicia o filme narrando o fato e o que está por vir, enquanto a cena se desenrola entre os personagens.
Pesquisando na internet, vi o comentário sobre o dinamarquês Reconstruction como um Noir sobre o amor. Fui checar e diria que trata-se de um romance meio dramático, com uma boa dose de paranoia em meio a muita fumaça de cigarro além de diversas e belas cenas noturnas descrevendo um encontro amoroso com uma pitada de descompasso em relação ao rapaz onde, às vezes, parece que ele já não tem certeza sobre a realidade ou o caminho a seguir.
A sinopse que encontrei a respeito:
"Fim de uma noite, Alex, de repente abandona sua namorada, Simone, para seguir a bela Aimee. Em seu encontro, hora e local dissolvem-se, tornando-se um estranho para Simone, para quem não pode retornar. O futuro de Alex é o amor de Aimée. Mas ele vai ter a coragem de assumí-la? Um drama psicológico romântico, sobre um homem, que esquece seu passado e deve colocar sua fé no amor, a fim de obter um futuro." (imdb).
Eu diria que o filme vai além disso. De fato, inicialmente tudo nos leva a crer que o personagem Alex abandona sua namorada pela bela Aimee, cego pela bela mulher (a femme fatale?) e sua paixão. Porém com o desenrolar da trama, e os acontecimentos inusitados - como quando ele retorna para casa a fim de pegar suas coisas para partir com a amada, seu apartamento parece nunca ter existido nem as pessoas que faziam parte de sua vida parecem conhecê-lo, criando um desnorteamento e vertigem que o faz perder a noção dos fatos - a segunda frase da voz off no início do filme ganha todo o sentido quanto a intenção do filme.
Aimee é casada com um escritor que está escrevendo um romance, e em certo tempo do filme realidade e ficção parece confundir-se, deixando a incerteza para o espectador se o relacionamento amoroso ocorre ou se não passa de palavras descritas e personagens surgindo de sua imaginação. Inclusive, em certa cena Aimee está a beira de separar-se do escritor por Alex, mas ainda assim um rastro de dúvida paira no ar pelas cenas que seguem.
Certo é dizer que as cenas são belas, o jogo de palavras entre os amantes como se não se conhecessem mas que então resulta em um encontro em que se entregam à paixão é muito bem trabalhado, e a paranoia desconcertante quanto a realidade ou imaginação do rapaz tornam filme interessante e atrativo.
Mesmo a questão entre a namorada Simone e Aimee, vemos que a personagem é a mesma atriz em 2 versões, o que nos remete ainda a pensar se não se trata de uma paranoia na cabeça de Alex que busca por uma mulher com características diferentes ainda que não seja capaz de manter nenhuma delas por muito tempo perto de si.
De noir podemos encontrar vestígios pela introdução em voz off, as cenas noturnas em bares cheios de fumaça que remetem à sedução entre os amantes, e a fase da paranoia que desconcerta personagem e espectador.
Recomendo assistirem pela qualidade do filme cheio de símbolos que nos remetem a situações e sensações inesperadas da vida, tal como a cena em que os amantes veem-se pela primeira vez no metrô e um "malabarista" de cigarro parece fazê-lo levitar trazendo-o depois de volta à boca. De repente estamos no controle, de repente somos levados pelos acontecimentos, talvez seja essa uma das intenções do filme.
Encontrei na Wikipedia informações que falam sobre a intenção do filme pelo diretor Christoffer Boe, que disse que "o filme foi inspirado pela fotografia de Jacques-Henri Lartigue de uma mulher que estava em uma sala com estantes vazias. "Olhando para essa imagem, eu imediatamente senti que eu queria fazer uma história sobre um homem que chega em casa e seu apartamento desapareceu. E eu sabia que tinha que ser uma história de amor".
Christoffer parece ainda enfatizar o enredo artificial e construído pelo não uso de celulares ou tecnologia atual, ainda que os fatos ocorram nos tempos de hoje.
O filme parece tratar-se de um experimento inspirado em uma obra, que resultou em uma interessante e com pitadas encantadoras de diversão cinematografica. O drama intensifica-se a cada momento, e ao final parece terminar como um fato corrente em nossos dias, sem grandes danos para quaisquer dos personagens.
Experimento Noir é um espaço de troca de experiências e experimentos que bebam da fonte do gênero noir.
Participe para saber mais e envie a sua colaboração. Após análise, publico com crédito do experimentador.
sábado, 9 de julho de 2011
Reconstruction - (Reconstrução de um amor) - 2003
Belos cartazes retratando o amor entre os amantes, o primeiro em especial nos remete ao clima noir mais que todos.
Shutter Island (Ilha do Medo) - 2010
Shutter Island (Ilha do Medo)
138 min - 2010
USA
Drama | Mystery | Thriller
Martin Scorsese
http://www.imdb.com/title/tt1130884/
Este triller de Scorcese, que logo nos faz pensar quanto a um novo experimento do diretor, pois diferencia-se de projetos anteriores, envolve mistério e uma dose de "terror" psicológico, apresentando uma história de suspense com um final inesperado.
Da neblina surge a balsa que traz o detetive Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) e seu parceiro à Ilha do Medo. Estamos em 1954 (o auge da Guerra Fria) e Teddy é enviado à um hospital psiquiátrico em uma ilha para investigar o misterioso desaparecimento de uma paciente do quarto 69 (vale lembrar, o hospital encontra-se em uma ilha isolada, onde somente o Hospital possui estrutura em meio a uma região cercada pelo mar e rochas, e onde diabos essa paciente poderia ter se metido?).
Ao longo das investigações percebemos que há algo mais que um simples desaparecimento, como
a recusa do hospital em permitir o acesso a registros quando das primeiras pistas que Teddy tenciona seguir para desvendar o caso. Teddy começa a temer um complô no hospital, questionando os tratamentos dos pacientes e até se o isolamento do lugar não o condiciona a uma espécie de prisão de onde não se pode escapar.
Mas o mistério não para por aí. Teddy é um homem assombrado pela morte da esposa Dolores, e no desenrolar paranoico dos fatos ele tem flashs de lembranças que o atormentam, intensificando ainda mais o suspense, levando-o em certos momentos a quase identificar-se com a condição de enlouquecimento, tal como os pacientes do local.
Os detetives encontram-se envolvidos numa atmosfera misteriosa sugerindo que nada é o que parece… Um furacão aproxima-se da ilha, e à medida que a tempestade aumenta a intensidade, as suspeitas e os mistérios multiplicam-se, cada um mais terrível e tenebroso que o anterior. Há indicações e rumores de conspirações sombrias, experiências médicas questionáveis, alas secretas, controle mental e inclusive de algo sobrenatural. Movendo-se nas sombras do hospital, assombrado pelo clima instável e suspeito, Teddy começa a perceber que a investigação pode levá-lo ao confronto com profundos e devastadores medos que carrega, além da suspeita de que poderá não sair vivo daquela ilha.
O filme apresenta uma sucessão de novos personagens surgindo com novos fatos, sequências de diálogos que remetem aos dos filmes B, confundido o espectador e o emaranhando na trama, intensificando a tensão até o desfecho final, doses da técnica e experiência acumulada do famoso diretor.
Em relação ao Noir, podemos identificar o detetive com a já conhecida vestimenta do chapéu e longo casaco, o mistério obscurecido em meio a neblina a ser desvendado e cenas de suspense na quase escuridão que vai intensificando a paranoia, ponto que nos faz lembrar a terceira fase do estilo Noir, tal qual Paul Schrader classifica o gênero (leia post a respeito, intitulado "As três fases do Noir, segundo Paul Shrader").
Confesso que não morri de amores pelo filme, mas não deixa de oferecer um bom suspense, um jogo de câmera e acontecimentos que atordoam e nos faz querer acompanhar até o fim para descobrir o que está por trás de todo mistério que compõe a trama.
138 min - 2010
USA
Drama | Mystery | Thriller
Martin Scorsese
http://www.imdb.com/title/tt1130884/
Este triller de Scorcese, que logo nos faz pensar quanto a um novo experimento do diretor, pois diferencia-se de projetos anteriores, envolve mistério e uma dose de "terror" psicológico, apresentando uma história de suspense com um final inesperado.
Da neblina surge a balsa que traz o detetive Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) e seu parceiro à Ilha do Medo. Estamos em 1954 (o auge da Guerra Fria) e Teddy é enviado à um hospital psiquiátrico em uma ilha para investigar o misterioso desaparecimento de uma paciente do quarto 69 (vale lembrar, o hospital encontra-se em uma ilha isolada, onde somente o Hospital possui estrutura em meio a uma região cercada pelo mar e rochas, e onde diabos essa paciente poderia ter se metido?).
Ao longo das investigações percebemos que há algo mais que um simples desaparecimento, como
a recusa do hospital em permitir o acesso a registros quando das primeiras pistas que Teddy tenciona seguir para desvendar o caso. Teddy começa a temer um complô no hospital, questionando os tratamentos dos pacientes e até se o isolamento do lugar não o condiciona a uma espécie de prisão de onde não se pode escapar.
Mas o mistério não para por aí. Teddy é um homem assombrado pela morte da esposa Dolores, e no desenrolar paranoico dos fatos ele tem flashs de lembranças que o atormentam, intensificando ainda mais o suspense, levando-o em certos momentos a quase identificar-se com a condição de enlouquecimento, tal como os pacientes do local.
Os detetives encontram-se envolvidos numa atmosfera misteriosa sugerindo que nada é o que parece… Um furacão aproxima-se da ilha, e à medida que a tempestade aumenta a intensidade, as suspeitas e os mistérios multiplicam-se, cada um mais terrível e tenebroso que o anterior. Há indicações e rumores de conspirações sombrias, experiências médicas questionáveis, alas secretas, controle mental e inclusive de algo sobrenatural. Movendo-se nas sombras do hospital, assombrado pelo clima instável e suspeito, Teddy começa a perceber que a investigação pode levá-lo ao confronto com profundos e devastadores medos que carrega, além da suspeita de que poderá não sair vivo daquela ilha.
O filme apresenta uma sucessão de novos personagens surgindo com novos fatos, sequências de diálogos que remetem aos dos filmes B, confundido o espectador e o emaranhando na trama, intensificando a tensão até o desfecho final, doses da técnica e experiência acumulada do famoso diretor.
Em relação ao Noir, podemos identificar o detetive com a já conhecida vestimenta do chapéu e longo casaco, o mistério obscurecido em meio a neblina a ser desvendado e cenas de suspense na quase escuridão que vai intensificando a paranoia, ponto que nos faz lembrar a terceira fase do estilo Noir, tal qual Paul Schrader classifica o gênero (leia post a respeito, intitulado "As três fases do Noir, segundo Paul Shrader").
Confesso que não morri de amores pelo filme, mas não deixa de oferecer um bom suspense, um jogo de câmera e acontecimentos que atordoam e nos faz querer acompanhar até o fim para descobrir o que está por trás de todo mistério que compõe a trama.
As três fases do Noir - Paul Shrader
O cineasta e crítico de cinema Paul Schrader, divide a evolução da estética Noir em três fases (Cinema Noir - Korodi), enfatizando a presença do anti-herói, protagonista da trama Noir:
1a. (1941/1946) detetive particular, mulher fatal, diálogos cortantes e inteligentes - inspiração na literatura policial de Raymond Chandler, Dashiel Hammett e James M. Cain.
Filmes: O Falcão Maltês (The Maltese Falcon, 1941, de John Huston), O Destino bate à sua porta (The postman always rings twice, 1946, de Tay Garnett), Pacto de Sangue (Double Indemnity, 1944, de Billy Wilder).
2a. (1945/1949) - período pós-guerra - ênfase ao crime das ruas, à corrupção e às rotinas policiais - Hérois menos românticos e o realismo relacionado ao sentimento de desilusão do pós-guerra.
Filmes: Brutalidade (Brute force, 1947, de Jules Dasin), Assassinos (The killers, 1946, de Robert Siodmak) e Amarga Esperança (They live by night, 1949, de Nicholas Ray). 12
3a. (1949/1953) - paranoia, o impulso suicida e a ação psicológica - O desespero e a desintegração do herói chegam ao ápice e o assassino psicopata torna-se o protagonista.
Filmes: Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard,1950, de Billy Wilder), Os Corruptos (The Big Heat, 1953, de Fritz Lang) e Mortalmente Perigosa (Gun Crazy, 1950, de Joseph H. Lewis).
1a. (1941/1946) detetive particular, mulher fatal, diálogos cortantes e inteligentes - inspiração na literatura policial de Raymond Chandler, Dashiel Hammett e James M. Cain.
Filmes: O Falcão Maltês (The Maltese Falcon, 1941, de John Huston), O Destino bate à sua porta (The postman always rings twice, 1946, de Tay Garnett), Pacto de Sangue (Double Indemnity, 1944, de Billy Wilder).
2a. (1945/1949) - período pós-guerra - ênfase ao crime das ruas, à corrupção e às rotinas policiais - Hérois menos românticos e o realismo relacionado ao sentimento de desilusão do pós-guerra.
Filmes: Brutalidade (Brute force, 1947, de Jules Dasin), Assassinos (The killers, 1946, de Robert Siodmak) e Amarga Esperança (They live by night, 1949, de Nicholas Ray). 12
3a. (1949/1953) - paranoia, o impulso suicida e a ação psicológica - O desespero e a desintegração do herói chegam ao ápice e o assassino psicopata torna-se o protagonista.
Filmes: Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard,1950, de Billy Wilder), Os Corruptos (The Big Heat, 1953, de Fritz Lang) e Mortalmente Perigosa (Gun Crazy, 1950, de Joseph H. Lewis).
domingo, 3 de julho de 2011
Os 10 melhores detetives no filme clássico noir
http://blogs.westword.com/showandtell/2011/07/ten_best_noir_detectives.php?page=2
O Denver Westword Blogs faz uma seleção dos melhores detetives do cinema noir, com o objetivo de fazer uma espécie de triagem devido ao predomínio da figura do detetive como o persnagem mais lembrado nos filmes do gênero. Para tanto, decidiram homenagear o estilo focando o período clássico, mesmo que a maioria dos protagonista não sejam todos detetives, mas "agentes de repressão às drogas, jornalistas ou apenas caras pegos em lugares ruins".
O Denver Westword cita personagens como os conhecidos Miguel Vargas de Touch of Evil, Sam Spade de The Maltese Falcon, e segue com outros nomes como Dave Bannion (The Big Heat), Mr. Wilson (The Stranger), Lt. Dan Muldoon do incrível Naked City, entre outros.
Todos com seleções de trechos dos filmes via YouTube, é um passeio interessante para quem aprecia o personagem e quer relembrar algumas memoráveis atuações de alguns dos melhores atores que brilharam com o gênero.
O Denver Westword Blogs faz uma seleção dos melhores detetives do cinema noir, com o objetivo de fazer uma espécie de triagem devido ao predomínio da figura do detetive como o persnagem mais lembrado nos filmes do gênero. Para tanto, decidiram homenagear o estilo focando o período clássico, mesmo que a maioria dos protagonista não sejam todos detetives, mas "agentes de repressão às drogas, jornalistas ou apenas caras pegos em lugares ruins".
O Denver Westword cita personagens como os conhecidos Miguel Vargas de Touch of Evil, Sam Spade de The Maltese Falcon, e segue com outros nomes como Dave Bannion (The Big Heat), Mr. Wilson (The Stranger), Lt. Dan Muldoon do incrível Naked City, entre outros.
Todos com seleções de trechos dos filmes via YouTube, é um passeio interessante para quem aprecia o personagem e quer relembrar algumas memoráveis atuações de alguns dos melhores atores que brilharam com o gênero.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Sam Noir - Detetive Samurai
Creio que em outros posts já demonstrei minha paixão, além do cinema, pelos quadrinhos. Para mim são os quadros das películas, contando uma história de acordo com o ritmo que o leitor deseja percorrer.
Pesquisando o Noir para saber mais e publicar aqui no blog, acabo de encontrar algo que desconhecia, e que reuni informações pois parece-me que tem algo de Noir e muito da deliciosa arte popular dos desenhos, ainda mais em se tratando de um Samurai, que jamais me atreveria a comparar com Lobo Solitário, um clássico dos quadrinhos em minha opinião, mas por tratar-se do tema e relacionar-se de alguma forma com o clima do gênero cinematográfico, creio que vale a pesquisa e menção a respeito.
Segunda a Wikipedia:
"Sam Noir é uma mini-série em quadrinhos escrita por Eric A. Anderson / Trembley Manny e ilustrado por Manny Trembley, publicado pela primeira vez em setembro de 2006. (onde eu estava que não soube disso desde então??).
Desenhado em tons de cinza , o comic é uma fusão da ficção noir hardboiled e um conto de aventura samurai. Embora originalmente trata-se de uma mini-série com três episódios, a popularidade e aclamação da crítica fez com que ela continuasse, com uma nova mini-série intitulada "Ronin férias", publicada pela marca Imagem's Shadowline em 2007."
Ao que parece, Sam Noir, um ronin detetive, é pago para acompanhar uma jovem mulher chamada Jasmine, e depois de observá-la por um tempo começa a se apaixonar por ela. Depois do assassinato de Jasmine por ninjas, Sam começa a procurar por "Master Fuyu", o homem que ordenou o assassinato.
"No terceiro andar de um prédio de escritórios decadente, Sam Noir se afoga no mar de sua própria auto-piedade. Até que a mulher de sua vida surge no meio da noite... apenas para ser assassinada momentos depois. Furioso, mas sempre trazendo um comentário irônico nos lábios, o Detetive Samurai vaga pela cidade numa missão suicida para vingar a morte de uma inocente, lutando contra um exército de ninjas e os poderes do crime organizado para trazer um pouco de justiça a um mundo que não a merece.
Passado num época indefinida e fascinante, onde a estética e o cinismo das histórias de detetives dos anos 40 se une ao lirismo violento do Japão feudal, Sam Noir: Detetive Samurai é uma das séries mais intrigantes dos quadrinhos atuais. O roteirista Eric. A. Anderson e o desenhista Manny Trembley misturam as técnicas do mangá e o mundo escuro de quadrinhos americanos como Sin City para criar uma obra inovadora e repleta do mais cínico humor, que recebeu muitos elogios da crítica especializada. Publicada pelo selo Shadowline da Image Comics, Sam Noir tornou-se um sucesso instantâneo, gerando várias continuações."
(fonte:http://www.americanas.com.br/produto/6774695/livros/historiaemquadrinhos/historiaemquadrinhos/livro-sam-noir-detetive-samurai)
A arte parece interessante e a tentativa de reunir o tema hard boiled e a história do Samurai recebe menções positivas e negativas. Veja a seguir:
Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Sam_Noir
"Boletim Comics chama a arte de Sam Noir "fantástica", mas a história cativa pouco. Frontier afirmou que "Anderson conhece seu estilo hard-boiled ... [faz] a leitura em si convincente às vezes ", enquanto a arte de" efeitos de enquadramento lírico, construções de painel evocativo, luz e sombra [são] tão bem executados que eles são como personagens da história". Por outro lado, The X-Axis vê a série "frustrante", afirmando que "parece que há duas histórias em quadrinhos completamente diferentes, e melhor, lutando para sair - um que é muito mais engraçado, e uma que leva [o próprio] inteiramente a sério"."
No blog Review Quadrinhos (http://www.universohq.com/quadrinhos/2008/review_SamNoir1.cfm), a descrição também não parece tão animadora:
"Sam Noir: Detetive Samurai, uma das edições de estréia (a outra é Fell) da Landscape nos quadrinhos, é uma HQ com poucos atrativos.
A idéia original de seus criadores de juntar num mesmo universo histórias de detetives durões, evocando Sam Spade e Philip Marlow, personagens dos emblemáticos autores de pulps Dashiell Hammett e Raymond Chandler, respectivamente, com samurais não foi muito feliz.
Com um roteiro repleto de clichês advindos dos dois gêneros de histórias, por muitos momentos a HQ se perde. A motivação do protagonista é difícil de engolir e ele cai muito fácil no papo de qualquer transeunte, diferentemente do que um detetive faria.
Em nenhum momento o roteirista Eric A. Anderson acertou a mão. Mesmo quando faz referência ao filme de Quentin Tarantino Kill Bill ou à HQ Sin City, de Frank Miller, consegue empolgar o leitor.
Miller e seu Sin City, inclusive, estão entre as principais influências dos autores. Mas nem de longe os dois acompanhar a qualidade de quem os inspirou.
A arte de luz e sombras de Manny Trembley, contudo, é um destaque positivo - talvez seu único alento. A narrativa visual é bem desenvolvida e o acabamento gráfico das páginas em preto-e-branco ficou ótimo.
Editorialmente, o álbum é bom, sem grandes excessos ou ausências. Não há uma introdução ou um posfácio contextualizando a obra, mas há uma biografia dos autores. O seu formato é o que vem se tornando mais comum no mercado de quadrinhos brasileiros, o 16 x 24 cm, que melhor aproveita a calibragem do parque gráfico do País.
Por tudo isso, o álbum vale mais para quem for fã desse tipo de arte e para quem estiver curioso para ler um título novo."
Comentários nem tão animadores, confesso que fiquei curiosa em conhecer. Encontrei uma bela imagem de uma edição especial nº 1, e como dizem os comentários, ao menos a arte parece valer a pena uma olhadela.
Encontrei ainda um "trailer" do filme (será?), ainda que me pareceu mais uma brincadeira.
Caso algum leitor tiver mais alguma informação, favor fazer seus comentários.
Kiss Me Deadly (A Morte em um Beijo)
Kiss Me Deadly (A Morte em um Beijo)
1955 - USA - 106 min
Crime | Drama | Film-Noir
Robert Aldrich
"Kiss Me Deadly" é um film noir muito especial. Logo no iníco, antes mesmo da mostra de atores participantes, uma mulher corre desesperada, ao longo de uma estrada no meio da noite, e coloca-se à frente do carro daquele que irá ser o protagonista do filme: Mike Hammer. Com a frase "remember me", da mulher para Hammer, antes de sua morte e o ferimento do protagonista, que lhe causará mais tarde amnésia mas a busca dos fatos deste ponto até o final do filme.
Vários ingredientes do Noir apresentam-se no filme, como a femme fatale e o detetive que se envolve na história e não sabe bem porque. E um mistério por resolver.
A trama se inicia com a investigação particular promovida por Hammer. Ele é o investigador conquistador, o galã sempre bem apanhado que cativa facilmente (até demais) as mulheres, e ainda violento e grosseiro quando precisa conseguir a informação desejada.
enas de perseguição, sabotagem com bombas mortíferas em automóveis, intrigas e gângsters sempre no encalço para evitar que Hammer descubra a verdade segue ganhando força por todo o filme.
Robert Aldrich usa de extremo suspense e violência, seguindo para uma sensação de paranoia sem fim, como um vírus a tomar todo o contexto da trama. As frases e acontecimentos parecem enigmas a serem desvendados, sempre com um simbolismo que deve-se analisar para fazer algum sentido.
Interessante ainda é perceber que Kiss Me Deadly inicia em uma trama tipicamente noir e segue na paranoia até chegar a um ponto com uma pitada de ficção científica, ao abordar a busca pelo poder de uma espécie de "Caixa de Pandora", algo muito desejado pelos envolvidos na trama que levará a um trágico desfecho.
Aldrich filma este noir febril e demente, com a câmara em ângulos não convencionais, causando estranheza da história-pesadelo de Hammer. A fotografia é incrível, o filme é extenso e com trama bem construída, o que permite ao espectador saborear uma importante obra do gênero.
O que se pode dizer sobre o título, é uma espécie de convite sensual para um beijo da mulher que quer atrair Hammer para desferir-lhe um tiro, garantindo para si a poderosa e já citada caixa.
1955 - USA - 106 min
Crime | Drama | Film-Noir
Robert Aldrich
"Kiss Me Deadly" é um film noir muito especial. Logo no iníco, antes mesmo da mostra de atores participantes, uma mulher corre desesperada, ao longo de uma estrada no meio da noite, e coloca-se à frente do carro daquele que irá ser o protagonista do filme: Mike Hammer. Com a frase "remember me", da mulher para Hammer, antes de sua morte e o ferimento do protagonista, que lhe causará mais tarde amnésia mas a busca dos fatos deste ponto até o final do filme.
Vários ingredientes do Noir apresentam-se no filme, como a femme fatale e o detetive que se envolve na história e não sabe bem porque. E um mistério por resolver.
A trama se inicia com a investigação particular promovida por Hammer. Ele é o investigador conquistador, o galã sempre bem apanhado que cativa facilmente (até demais) as mulheres, e ainda violento e grosseiro quando precisa conseguir a informação desejada.
enas de perseguição, sabotagem com bombas mortíferas em automóveis, intrigas e gângsters sempre no encalço para evitar que Hammer descubra a verdade segue ganhando força por todo o filme.
Robert Aldrich usa de extremo suspense e violência, seguindo para uma sensação de paranoia sem fim, como um vírus a tomar todo o contexto da trama. As frases e acontecimentos parecem enigmas a serem desvendados, sempre com um simbolismo que deve-se analisar para fazer algum sentido.
Interessante ainda é perceber que Kiss Me Deadly inicia em uma trama tipicamente noir e segue na paranoia até chegar a um ponto com uma pitada de ficção científica, ao abordar a busca pelo poder de uma espécie de "Caixa de Pandora", algo muito desejado pelos envolvidos na trama que levará a um trágico desfecho.
Aldrich filma este noir febril e demente, com a câmara em ângulos não convencionais, causando estranheza da história-pesadelo de Hammer. A fotografia é incrível, o filme é extenso e com trama bem construída, o que permite ao espectador saborear uma importante obra do gênero.
O que se pode dizer sobre o título, é uma espécie de convite sensual para um beijo da mulher que quer atrair Hammer para desferir-lhe um tiro, garantindo para si a poderosa e já citada caixa.
domingo, 26 de junho de 2011
Kiss me Deadly - vídeos
Este genuíno noir merece o conhecimento do leitor. Robert Aldrich dirigiu um clássico sem igual, com diversas características do gênero, numa paranóia alucinante do início ao final da trama.
Cartazes - Kiss Me Deadly - 1955
Cartazes em sua maioria com apelo sensual do relacionamento de Hammer e sua namorada,
exceto o último cartaz que de fato não condiz com os acontecimentos do filme - quem sabe
se não seria um apelo a chamar mais a atenção para o clima de crime, suspense e violência
preponderantes em Kiss Me Deadly.
exceto o último cartaz que de fato não condiz com os acontecimentos do filme - quem sabe
se não seria um apelo a chamar mais a atenção para o clima de crime, suspense e violência
preponderantes em Kiss Me Deadly.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Dr. Noir's - Crime Posters
Para quem tem interesse em colecionar posters de filmes Noir ou quer navegar pra conhecer as artes dos filmes do gênero, este site possui uma boa gama de opções a preços diversos (em dólar).
O site encontra-se dividido em gêneros Film Noir, Classics, Detective, Crime/Mistery, Lobby Cards e Lobby Sets.
Acesse o site e aprecie: http://www.drnoir.com/
O site encontra-se dividido em gêneros Film Noir, Classics, Detective, Crime/Mistery, Lobby Cards e Lobby Sets.
Acesse o site e aprecie: http://www.drnoir.com/
DVD Cinema Noir Collection- 4 DVDs - Submarino
Para quem gosta de colecionar filmes, e no caso, do gênero noir, acabo de encontrar este box com 4 filmes, de 38 a 55.
Conforme diz o site:
O Cinema Noir, grande destaque dos anos 40 e 50, exibia uma atmosfera sombria e decadente, e trazia para as telas o submundo das grandes cidades, habitadas por grupos de indivíduos à margem da lei, perseguidos por policiais ou detetives que também não costumavam ser exemplos de virtude. Esta coleção presenteia com quatro títulos todos aqueles que se encantam com o universo noir, onde nada é o que aparenta ser.
Anjos da Cara Suja: (1938/ Legendas: Português Inglês/ 97 min.) Filme sobre a delinqüência que põe James Cagney em evidência. Bogart no papel de um advogado corrupto é perfeito no plano de fundo desse drama que acaba com a execução do Gângster Rocky Sullivan, encarnado por Cagney, que mais uma vez desempenha o papel de perdedor perseguido pela fatalidade. Com esse tema, "Anjos de Cara Suja" parece mostrar que o criminoso não passa de um indivíduo vítima de uma organização social imperfeita que se mostrou incapaz de garantir a igualdade de todos.
A Morte Num Beijo: (1955/ Legendas: Português e Espanhol/ 106 min.) Nesta edição especial temos a opção de dois finais: o que foi lançado no cinema e o da montagem original do diretor, com mais de um minuto de uma seqüência crucial inédita. Quando um frio assassino golpeia Mike Hammer (Ralph Meeker) e mata de forma doentia uma bela loira, Hammer reage de forma violenta. No decorrer das investigações, o detetive descobre uma misteriosa caixa preta que contém a solução do assassinato.
Meu Ofício é Matar: (1954/ Legendas: Português e Espanhol/ 80 min.) O Xerife Tod Shaw (Sterling Hayden) está tentando fazer amizade com a viúva Ellen Benson (Nancy Gates). A cidade rapidamente se torna perigosa quando se espalha a notícia de que o Presidente dos Estados Unidos está chegando de trem. Um grupo de assassinos invade a casa dos Bensons que tem vista para a estação de trem e mantém Ellen, seu pai e seu filho como reféns. Quando Tod Shaw aparece, ele é ferido e também mantido como refém.
The Thief - O Ladrão Silencioso: (1952/ Sem Diálogos/ 86 min.) Thriller hitchcoquiano sobre um espião comunista que mata um agente do FBI ficando atormentado pela consciência de culpa. A única história de suspense da era do som no cinema sem nenhum diálogo! "O Ladrão Silencioso" é produto do período da Guerra Fria, quando os comunistas estavam infiltrados em todas as fases da vida americana.
Link: http://www.submarino.com.br/produto/6/217933/cinema+noir+collection-+4+dvds#A1
Conforme diz o site:
O Cinema Noir, grande destaque dos anos 40 e 50, exibia uma atmosfera sombria e decadente, e trazia para as telas o submundo das grandes cidades, habitadas por grupos de indivíduos à margem da lei, perseguidos por policiais ou detetives que também não costumavam ser exemplos de virtude. Esta coleção presenteia com quatro títulos todos aqueles que se encantam com o universo noir, onde nada é o que aparenta ser.
Anjos da Cara Suja: (1938/ Legendas: Português Inglês/ 97 min.) Filme sobre a delinqüência que põe James Cagney em evidência. Bogart no papel de um advogado corrupto é perfeito no plano de fundo desse drama que acaba com a execução do Gângster Rocky Sullivan, encarnado por Cagney, que mais uma vez desempenha o papel de perdedor perseguido pela fatalidade. Com esse tema, "Anjos de Cara Suja" parece mostrar que o criminoso não passa de um indivíduo vítima de uma organização social imperfeita que se mostrou incapaz de garantir a igualdade de todos.
A Morte Num Beijo: (1955/ Legendas: Português e Espanhol/ 106 min.) Nesta edição especial temos a opção de dois finais: o que foi lançado no cinema e o da montagem original do diretor, com mais de um minuto de uma seqüência crucial inédita. Quando um frio assassino golpeia Mike Hammer (Ralph Meeker) e mata de forma doentia uma bela loira, Hammer reage de forma violenta. No decorrer das investigações, o detetive descobre uma misteriosa caixa preta que contém a solução do assassinato.
Meu Ofício é Matar: (1954/ Legendas: Português e Espanhol/ 80 min.) O Xerife Tod Shaw (Sterling Hayden) está tentando fazer amizade com a viúva Ellen Benson (Nancy Gates). A cidade rapidamente se torna perigosa quando se espalha a notícia de que o Presidente dos Estados Unidos está chegando de trem. Um grupo de assassinos invade a casa dos Bensons que tem vista para a estação de trem e mantém Ellen, seu pai e seu filho como reféns. Quando Tod Shaw aparece, ele é ferido e também mantido como refém.
The Thief - O Ladrão Silencioso: (1952/ Sem Diálogos/ 86 min.) Thriller hitchcoquiano sobre um espião comunista que mata um agente do FBI ficando atormentado pela consciência de culpa. A única história de suspense da era do som no cinema sem nenhum diálogo! "O Ladrão Silencioso" é produto do período da Guerra Fria, quando os comunistas estavam infiltrados em todas as fases da vida americana.
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