Experimento Noir é um espaço de troca de experiências e experimentos que bebam da fonte do gênero noir.
Participe para saber mais e envie a sua colaboração. Após análise, publico com crédito do experimentador.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Dillinger


John Herbert Dillinger (Indianápolis, 22/06/1903 - Chicago, 22/07/1934) foi um ladrão de bancos norte-americano, considerado um criminoso perigoso e idolatrado como um Robin Hood do século XX, devido ao Grande Depressão em que a população culpava os bancos e Dillinger só roubava tais estabelecimentos.
Dillinger ganhou o apelido de "Jackrabbit" por sua rapidez nos assaltos e fugas da polícia e, assim como a de outros criminosos dos anos 30, dominou a atenção da imprensa, que passou a chamá-lo, entre outros, de "inimigos públicos" (public enemy), entre 1931 e 1935, época em que o FBI se desenvolveu.
Após desertar do alistamento na marinha e com a dificuldade em arrumar emprego fixo além de manter seu casamento, enveredou para o mundo do crime.

Preso em 1924 na Cadeia Estadual de Indiana, ajudou na fuga de vários criminosos perigosos que mais tarde formaram a chamada primeira gangue de Dillinger.

Segundo a imprensa, Dillinger usava diferentes golpes em seus roubos a banco, chegando a soma de cerca de US$300.000 dólares.

Sua vida prossegue entre diversos roubos e perseguições da polícia, além de diversas prisões e escapadas com a ajuda dos comparsas, até aquelas bobeadas clássicas de todo fora da lei, que sai para um cineminha com a namorada - para prestigiar seus parceiros gângsters, neste caso em Manhattan Melodrama em Chicago - e traído por uma das acompanhantes, é morto na saída do cinema por agentes do FBI.

(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Dillinger)

Mas você, caro visitante, deve estar se perguntando, porque um blog de cinema noir está falando deste fora da lei? 

Primeiro, como já comentamos aqui no blog, os gângsters fazem parte do universo inspirador do noir (para relembrar ou saber mais, leia as matérias: http://experimentenoir.blogspot.com.br/2011/05/os-filmes-de-gangsters.html e http://experimentenoir.blogspot.com.br/2011/05/lei-seca-criminalidade-urbana-e-o-poder.html).

E não é que em uma dessas minhas vasculhadas internéticas em busca de nem tão novos títulos do gênero, me deparo com um nome que, inicialmente, parecia me levar a um filme de 1954, falando de um famoso gângster, mas eis que surgem diversas releituras do tema, chegando aos dias de hoje com a mesma sede de destrinchar a vida desse homem que um dia chuta tudo para o alto e então faz suas próprias leis. 

E a pergunta que não quer calar: por que essa predileção por falar de um gângster, que nos anos 30 tornou-se uma espécie de ídolo das massas, em plena época de penúria e total falta de esperança diante de uma difícil fase histórica, onde pessoas comuns não tinham emprego ou ideia do que lhes aguardava para o futuro. E porque, mesmo nos dias de hoje, a imagem permanece viva e tão relembrada em novas produções. 

Talvez o humano sinta-se reprimido por todas as leis e regras sociais, e a imagem de um homem como Dillinger, lá no fundo, nos redime de tal repressão, trazendo um gostinho de liberdade que todos gostariam de ter. Talvez seja só o gosto pela violência, quem sabe. O interessante é a imagem viva e tão corrente que Dillinger permanece ao longo de décadas e  que de alguma forma gostaria de compartilhar. 

Pra não ficarmos apenas em divagações, quero compartilhar ainda a série de cartazes dos vários filmes sobre o tema, começando pelo de 1954, que iniciou toda essa pesquisa e análise, até um mais recente com o galã da atualidade, Johnny Depp.


Dillinger, 1945.







Dillinger, 1973.



Dillinger, 1974.


Dillinger Y Capone, 1995.


Public Enemies, 2009.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Assista a Union Station, 1950

Union Station - 1950
81 min - USA
Crime | Filme Noir | Drama
Diretor: Rudolph Maté
Estrelando: Willian Holden, Nancy Olson, Barry Fritzgerald

http://www.imdb.com/title/tt0043090/

Depois de conhecer D.O.A e The Dark Past, sempre fico entusiasmada e curiosa para assistir a mais um filme de Rudolph Maté. E agora temos mais este da safra entre 49 e 50,
para nos deliciarmos.

Sinopse: Neste thriller policial em Chicago Union Station, há um policial ferroviário, William Calhoun, abordado no trabalho por um passageiro apreensivo chamado Joyce Willecombe (Nancy Olson), que acredita que dois viajantes a bordo de seu trem pode ter sido até bom .

Joyce é a secretária do rico Henry Murchison (Herbert Hayes), cuja filha cega, Lorna, foi sequestrada e mantida encarcerada para obter seu resgate na estação ferroviária.

Calhoun e o Inspector Donnelly correm contra o tempo para encontrar os sequestradores e levá-los à justiça, resgatando a jovem.

Union Station é um filme de muita ação e suspense, tornando-se bem divertido de assistir.
O destaque maior que acredito merecer ressalva é o uso da Estação Los Angeles Union como local de filmagem, onde quase todo o filme acontece. A arquitetura é incrível, permitindo a interferência da luz entre as grandes colunas internas, nos remetendo inclusive à época, o que contribui muito para a beleza e clima do filme.










Encontrei 2 caminhos para assistir on-line ao filme. Aproveitem.

http://www.movie-index.com/film-reviews-union-station-1950

Cartazes Union Station 1950

 São poucos, mas gostei muito desses cartazes de Union Station. Das formas irregulares que delineiam personagens às formas quadradas destacando o nome, creio que os designers encontraram boas soluções para apresentar o filme.



domingo, 22 de abril de 2012

The Racket - 1951

The Racket - 1951
(A Estrada Dos Homens Sem Lei, Suborno)
88 min - USA
Crime | Filme Noir | Drama
Diretor: John Cromwell (com participação de Nicholas Ray e Mel Ferrer)
Estrelando: Robert Mitchum, Lizabeth Scott, Robert Ryan

http://www.imdb.com/title/tt0043955/


O grande sindicato do crime nacional muda-se para a cidade, em parceria com o chefão do crime local, Nick Scanlon. Nick é o tipo violento, preferindo fazer as coisas da maneira antiga, em vez de usar os métodos mais refinados que o sindicato prefere aplicar. 
Baseado na peça de Barlett Cormack, Roaring Twenties, Racket é um filme noir de ação, sobre um tira durão que quer de qualquer maneira colocar um gangster atrás das grades. Robert Mitchum interpreta o Capitão McQuigg, um homem honesto numa cidade onde impera a corrupção, é um homem que se recusa todas as tentativas de suborno. 
O promotor público da cidade, Welch (Ray Collins), e o inspetor de polícia, Turck (William Conrad), estão no rastro do chefão da máfia Scanlon (Robert Ryan) e a sua quadrilha. 
McQuigg persuade Irene (Lizabeth Scott), a cantora do clube de Scalon, a depor contra o mafioso, que ao saber que a moça irá delatá-lo para o juiz, decide eliminá-la. McQueeg tenta poupar a moça das garras de Scanlon, e consegue que os próprios gângsteres fiquem contra o chefe. Sua intenção é impedir a corrupção da máfia na cidade, prendendo o terrível gângster e sua turma, evitando ainda a morte de sua testemunha.
A interpretação de Ryan como vilão, é espetacular. O enredo sombrio deste filme, foi magistralmente executado e temperado pelo grande diretor, John Cromwell (Dead Reckoning, Of Human Bondage). Belo e perfeito a cada take com um final atordoante.



Como curiosidade, John Cromwell fez o papel do policial na montagem original (em 1927) da peça que deu origem ao filme, e na época do cinema mudo, a obra teve também uma versão cinematográfica. No ano seguinte a "The Racket", Cromwell entraria para a “lista negra” durante o macarthismo e só voltaria a filmar em 1958. Os críticos dividiram-se quanto à real intervenção de Nicholas Ray neste filme, sendo hoje praticamente certo que ela foi mínima. 

Cartazes The Racket - 1951

Cartazes da versão de 1951:





E os cartazes de 1928:


terça-feira, 17 de abril de 2012

The Art of John Alton

Meus caros visitantes, lamento a demora dos posts, mas confesso que estou em uma fase cheia de projetos de design que estão me deixando sem espaço para posts do jeito que considero corretos, assistindo aos filmes e analisando, tentando passar um pouco de minha impressão a respeito, mais que simplesmente copiar observações e condensar aqui no blog.

Mas como todo apaixonado, vez ou outra cai no colo algo que nos mantém na ativa e pronto para oferecer mais uma breve menção do gênero, como este  vídeo de 7 minutos de duração, com cenas de filmes noir do grande John Alton, cujo texto muito bem escrito ao ponto de nos fazer imaginar completamente uma cena, entendendo a força da luz sobre a impressão do espectador, já foi mencionada por aqui em outra ocasiâo (http://experimentenoir.blogspot.com.br/search/label/John%20Alton).

Apreciem cenas do trabalho meticuloso deste grande diretor:

quarta-feira, 11 de abril de 2012

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Cartazes The Asphault Jungle - 1950

Uma grande variedade de artes para os coloridos cartazes de The Asphault Jungle, com a bela e desejada Marilyn Moroe.